a batuta do olhar
quinta-feira, 7 de maio de 2026
quarta-feira, 6 de maio de 2026
As ações e decisões deste presente irão reverberar no futuro que se tornará presente. O idioma que usamos para comunicar é um lugar e um tempo. É a nossa identidade. A história da escrita é também a escrita da história, porque é a matéria-prima dela. O ser humano procura fazer caminho, procura entender toda a realidade que consegue, pela leitura do presente, do passado e procura sinais que o orientem na leitura de um caminho futuro. A língua portuguesa é o poema coletivo em permanente florescimento ao longo da história cantado por todos aqueles que o vivem e o partilham.
terça-feira, 5 de maio de 2026
Sentarmo-nos um bocado ao fim da tarde numa esplanada. Depende do local, mas com certeza já tem passado uma ou outra ambulância em marcha de emergência. Quem será, pensamos. Numa dessas idas ao hospital com a minha mãe, ela disse-me: - Prepara-te, filha. - Eu sorri-lhe, como quem diz, ...eu é que sou a preocupação?! Agora estou aqui a pensar por escrito... Às vezes é preciso ligar a sirene de urgência quando é preciso. Com algum esforço, pois. Abrandar a espiral dos pensamentos e despertar a vontade de agir que há em nós. E se o resultado da ação for bom, oferecer ou saber receber um obrigado.
domingo, 3 de maio de 2026
sábado, 2 de maio de 2026
Fastread poetry
Macias
são as tuas palavras
poeta escritor
mesmo quando
falas de tormentos
deitas sonhos à terra
húmus ao nosso sapal
fluidez ao pensamento
fluxo à consciência
fazes crescer a vontade
de cantar construir.
Cantadas
bebidas sofregamente
em noite de partilha
as palavras adivinhadas
na voz dos que te
admiram e cantam
Pessoa Florbela Natália
Camões O'Neil Eugénio
e tantos outros...
Quais aves migratórias
a comermos para aprender
e a ver como comer
naquela fome de crescer...
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Entre a linha do tempo de cada dia e é já 1º de maio...O trabalhador pode ser cantado pelas mãos de um fadista cansado, dedicado, quer ele cante ou não, a reviver mais uma vez o sonho pela poesia. Um gráfico de palavras sentidas, umas mais graves, outras mais agudas...cordas que prendem e que soltam...sintonia de caminhos num diapasão a vibrar em cada ouvido humano. Somos páginas de jornais, de diários comovidos, quase programa discreto da rádio Amália...trabalhadores, cada um à sua maneira, a ilustrar subidas e descidas das taxas de esforço que a vida contém. Despesas e dívidas com idade. Gráficos da bolsa desenhados a gestos suplicantes. Variações climáticas e gastronómicas. Um turbilhão de emoções. Quem explica: a poesia ao som das guitarras amigas. Retas e curvas de cada história. A subir e a descer. Às vezes, aos solavancos. Equação popular. Assim se cumpre o trabalho de cada sonhador fadista.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Está frio. À janela fechada do meu quarto, poiso os cotovelos no parapeito de mármore, e olho algumas estrelas, a lua, tímidas, menos visíveis por entre o escuro nublado do céu. Converso comigo. Procuro, com certa dificuldade, alguma constelação visível...aquela será a ursa maior, ali provavelmente áries...de repente...uma brilhantíssima guitarra portuguesa?? E ao som de um dedilhado pungente de um fado português, acordo abruptamente, meio confusa......
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