a batuta do olhar
sábado, 19 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Fastread poetry
Lança as tuas mãos ao leme.
Não hesites. Não te deixes levar...
Não tenhas demasiado medo...
Somos frágeis pequenos marujos
de vidas soltas aos avanços recuos
em casas flutuantes de palavras
à procura de um novo poema.
Não somos donos só inquilinos
dentro deste pequeno barco
sonhadores nas águas do mar
com nevoeiros no pensamento
nem todos nós sabemos pescar
famintos de tudo e de quase nada
ainda há quem não saiba nadar
e se esqueça de viver o momento
mas a vida é um ato de conquista
por mares e ventos e costas
penínsulas e serras e rios
a prendermos o nosso olhar
a prendermos o nosso coração
à melodia da maresia de cada fado
qual gente bronzeada pelo sol
a conduzir o seu anónimo destino
sempre com os olhos postos
no mar lavrado em espumas
de cascos escurecidos p'lo tempo
à espera de um novo porto
seguro maduro para ancorar...
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Fastread poetry
És contraluz.
Sou contraluz.
Somos o tempo: sol e lua.
Noitea brilhantes de verão.
Dias de sol e mar.
Somos história: o fado.
Crianças envelhecidas
adultos (ir)responsáveis
velhos (in)conformados.
Somos o espaço: ruas e casas.
Às vezes perdemo-nos.
Às vezes encontramo-nos.
Às vezes morremos.
Às vezes renascemos
no olhar do furação
no rebolar de um sonho
defronte de um avião
a sobrevoar o tempo
o espaço a história
a poesia a (des)memória.

















