a batuta do olhar
domingo, 28 de junho de 2026
A música é uma linguagem muito libertadora e comunicadora. É um instrumento de cultura, conhecimento, mas também de encontro. Nos múltiplos contextos, a música ao vivo é a mais apreciada e desafiadora. Na sua autenticidade, há sempre um sentido mais oculto, simbologias que ressaltam, mensagens nos pretextos e nos subtextos. A música é infindavelmente criadora e universal, nos seus vários estilos e influências. E as palavras são o recurso de excelência. Dizemos o que nem sempre conseguimos sem o ato musical. A força da linguagem musical é tal que pode levar a ações diferenciadoras e mudanças no mundo. Sentimo-nos mais próximos, quando a solidão e a frustração ateima em magoar. É um amor verdadeiro que existe entre a poesia e a música. São boas companheiras de viagem...
sábado, 27 de junho de 2026
Olhamos à nossa volta, olhamos o céu e vemos sempre algo de novo. Geomentrias dinâmicas. Procuramos diariamente explicações para tudo por forma a ganharmos o maior domínio possível sobre o mundo. A ciência contemporânea avançou porque deixou de procurar o absoluto no mundo com referenciais relativos. Estamos sempre a construir geometrias. Será que estamos no caminho de compreender melhor a dinânimca do espaço-tempo? Um por-do-sol traz memórias ou simplesmente nos convida a elevar e a expandir a nossa consciência? Para ficarmos conscientes da nossa consciência. Uma espécie de ligação, de abandono ao momento e a cada movimento... Que o chão não nos desampare e o céu nos vá saciando e abraçando...
sexta-feira, 26 de junho de 2026
A nossa história tem lugares e datas. É factual, mas também é subjetiva. Mesmo que eu fosse cientista, que não sou, o rigor das minhas palavras ao contar a minha história não podia ser objetivo, compreensivelmente. Nasci em Alcântara e vivi lá 22 anos até me casar. Estava no 2º ciclo quando se deu o 25 de abril de 74. Na secundária, quando ia para o Alto de Santo Amaro para a Ferreira Borges, ou apanhava o autocarro, ou vinha a pé e guardava o dinheiro dos transportes. Nas escadinhas junto à capela, onde se sentia o cheiro do chocolate da Regina, sentavamo-nos (eu e colegas) e fazíamos compeonatos de caroços de cerejas: soprávamos à vez, a ver quem chegava mais longe com o caroço soprado. E ríamos à grande! No tempo das cerejas (acessíveis a quase todos...)
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Marcamos as datas para as assinalar. Para as recordar e reconhecer. Surgem palavras, imagens, gestos, objetos e atos de agradecimento e de revisitação. A relação humana faz-se de silêncios, sons, palavras. Fazer parte de uma sociedade é reconhecer uma linguagem própria. Hoje em dia, também através da tecnologia como recriadora de sentido e portadora de ser. A linguagem torna-se poética para encontrar novas maneiras de chegar aos outros, com palavras/imagens poderosas. São conversas de encontro e reencontro entre a consciência e a temporalidade.
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