a batuta do olhar
sábado, 4 de abril de 2026
Do que podemos falar? O hábito de falar por falar enfraquece o nosso sentido da verdade. A linguagem não são só as palavras. E é pela linguagem que nos dirigimos ao mundo. A linguagem fala para além dela. É importante a ordem dos pensamentos em ligação clara com a realidade. E a realidade do momento é o louvor ao divino. Boa Páscoa.
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Palavras cantadas com emoção e realidade. Estamos em grupo animado. Fazem-se de pedidos (também de fados). Partilham-se sabores e melodias. As luzes são parcialmente desligadas. Surgem os acordes. As palavras e o silêncio são poesia. A voz dos poetas. A voz dos fadistas. A voz do sentimento. A voz do encontro com o público. E as mãos agradecem...mais uma fadestice.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Se soubéssemos voar, poderíamos ser fénixes? Há quem diga que já foi vista a renascer e ouvida na sua melancolia antes de morrer...a esperança é sua amiga...e as cinzas o berço do renascer...Onde costumamos ver a fénix a voar? Dentro de nós, quando viajamos, nos quatro cantos do mundo dentro e em cada um de nós, às vezes juntos. Morremos e...renascemos? Túmulo e berço em cada existência. A nossa casa é a infinitude...Somos pessoas-aves, bichos da terra, golfinhos do sonho, a luz do caminho.
terça-feira, 31 de março de 2026
Em Alcântara, vemos uma varina a vender peixe...que nostalgia suscita esse quadro popular e cultural do quotidiano! Sentimos o impulso de registar o que o nosso olhar viu e o nosso sentimento experimentou. Porque a arte não se esgota no olhar...mas é a expressão simbólica humana maior. A inspiração, a imaginação, a técnica, a sensibilidade, a originalidade, a(lguma) genialidade e muito trabalho. A arte é a respiração inefável, um encontro com a liberdade, captando pequenos momentos vividos...O mundo da arte dilui a individualidade.
segunda-feira, 30 de março de 2026
O que existe para além do tempo? Nós temos corpo, as cidades têm corpo, o planeta tem corpo...e o tempo manifesta-se nas marcas e mudanças que vai trabalhando em cada construção finita. O amor é temporal? Ágape ou o amor divino não é uma emoção apenas, mas o poder de amar o outro pela força invisível, que rompe com as linhas do tempo (humano?).
domingo, 29 de março de 2026
Que agradável que é a Primavera! Hoje é mais um dia em que o Homem mexe no relógio, porque pretende reorganizar o próprio tempo na vida quotidiana...Mas esta nossa tendência de pensar o tempo, de esperar adaptá-lo melhor, é legítima, mas simplesmente circunstancial...porque o tempo (psicológico?) é também um fator limitativo da nossa existência. Mais memórias, mas menos tempo para viver, pelo menos neste percurso de vida...O tempo da consciência tem uma tal plasticidade infinita que nos sentimos a recuperar o tempo perdido...Alguns poetas versejam sobre a transitoriedade e a efemeridade, mas têm consciência de cada aprendizagem, da maturidade, da obra prima divina que é a humanidade. O tempo rouba, ceifa, devora, mas também oferece, dá beleza e sentido a cada passo nos socalcos da caminhada...
sábado, 28 de março de 2026
Somos máquinas? Fabricamo-las. Nós somos, tendencialmente, mais fracos do que muitos seres, mas temos uma linguagem e um pensamento complexos. Por isso, o ser humano é a única espécie (que saibamos, claro) que produz tecnologia. Do ponto de vista biológico, temos a vista fraca, o olfato reduzido, o ouvido limitado, sem garras ou outros acessórios naturais. Muitos animais são mais comunitários...A inteligência humana é social, mas também evolui individualmente. Somos seres de consciência e tal acarreta a responsabilidade acrescida na preservação/construção do bem estar no meio em que vivemos.
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