a batuta do olhar
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Há sempre música entre nós. Nós a cantar e ouvir cantar não estamos sós. Cantaremos até a noite pedir para irmos para casa dormir. Porque hoje o amanhecer foi com nuvens pouco passageiras e neste momento ainda chuvisca um pouco, aqui do lado de Corroios. O fado é chuva, é sol, é verão, é outono, é primavera, é inverno. É um caldo de muitas temáticas e influências...há o castiço, o musicado, o composto com várias fontes instrumentais e outras...Viva o fado!
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Enquanto caminhamos, vamos observando a vida à nossa volta. Se caminhamos apressados, quase tudo nos escapa porque estamos com a mente presa ao que nos leva a caminhar. Se caminhamos com (alguma) tranquilidade, reparamos na beleza mais discreta que surge por entre os tons mais comuns de um trilho...Há um (in)confessável desejo de fazer durar a existência e de lhe dar algum significado...Como fazer da nossa pequenina vida um contributo, ainda que humilde, despretencioso e subtil, para a história do ecossistema?
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Há muito trabalho na criação e na interpretação artística. Talento e imprevistos. Quantas vezes, genialidade e contratempos. Gostamos de mostrar o que fazemos. Nem sempre somos compreendidos. Somos testados pelas contrariedades. Mas a arte é (re)encontro.e liberdade de recolher inspiração de qualquer realidade; a mais invulgar é, muitas vezes, a mais inspiradora...A arte é uma respiração profunda que trabalha com a imagem, a pedra, a tinta, a voz, a palavra, a natureza, a tecnologia, o ser humano, o indizível...Quando o artista cria, rompe com o mundo natural, com a causalidade que caracterizam os fenómenos...mesmo que os tenha que respeitar e aprender muito com eles...
domingo, 23 de agosto de 2026
Fastread poetry
No traço brilhante do horizonte
há uma distância de risco no olhar
que não sei medir por palavras
apenas olhando a emoção deleitada
na obra-prima de um pintor maior
criador destes lugares desenhados
a luz água salgada grãos de areia
e muita cor matizes movimentos
marinhos humanos soltas vontades
de existir coexistir retribuir poesia.
sábado, 22 de agosto de 2026
A arte não se esgota no olhar, mas ajuda a reforçar o universo de comunicação. E a música dá-nos a serenidade que precisamos para o dia a dia. Sublima-nos quando relativizamos o eu e nos tornamos um todo. São momentos, mas dá-nos a liberdade de respirar para além da rotina. Mais um evento com sucesso integrado no projeto «Fado nas escolas».
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