Big Sister/Rosa Maria Duarte/Óleo s/tela/55x46
a batuta do olhar
terça-feira, 20 de outubro de 2026
O que vês? Se já tocaste à campainha, não devias espreitar para dentro de casa...achas que não te querem abrir a porta? Este lugar é sossegado e hoje está um bonito dia de sol. Queres parar de espreitares aí para dentro?! O que vês, afinal? Deixa-me ver...Estou encandeada aqui pelo exterior...que penumbra...acho que se ouve qualquer coisa lá dentro...espera...passos ao de leve...(clic)...ah?! Vamos embora...acho que fotografaram o meu olho pela fechadura. É para não sermos bisbilhoteiras, Big Sisters...
segunda-feira, 19 de outubro de 2026
«Somos condenados a ser livres» escreveu Sartre. «O Homem condenado a ser Deus» escreveu Félix Bermudes, a propósito da conquista do eterno. Decidir é o ato quotidiano do ser humano, apesar das muitas pequenas escolhas habituais maquinais no quotidiano. Muitas vezes, somos mesmo forçados às decisões. A nossa liberdade nem sempre é uma escolha...A vida é uma comédia ou um drama? Quando é que é um, quando é que é o outro? Podemos rir e chorar ao mesmo tempo? É bom ou é mau ou nem por isso? O teatro ou o cinema? A ciência ou a transcendência? Somos o eu e o outro, a aprendermos a ser encenadores do nosso próprio espetáculo, que é a vida aquém e além fronteiras corporais e filosóficas.
domingo, 18 de outubro de 2026
Como gostamos de comunicar? Somos constantemente surpreendidos pela diversidade das linguagens, humanas e não humanas. Cada um de nós (ainda) é um mistério. Somos a herança cultural e tudo o resto no reconhecimento do outro. O que nos quer transmitir um trabalho arquitetónico? Ou um espaço de lazer e de convívio? E um determinado instrumento musical? Como seres em permanente formação e evolução, estamos sempre a aprender na nossa relação com os outros e com o mundo. E estamos sempre a descobrir novas abordagens e outras linguagens num ato grupal, simultaneamente de provocação e integração. Queremos manter vivas as nossas provas de vida. Estivemos aqui um dia e deixámos isto para ti. Ou continuo aqui contigo, okay?
sábado, 17 de outubro de 2026
Entre nós e o fado existe uma reciprocidade: cada um pode entregar-se à intensidade desta música e essa linguagem entrega-se a cada um de nós. O fado ensina-nos o silêncio (tão importante), a ouvir, a cantar, a partilhar os momentos de convívio, a saudade quando nos ausentamos dele...mas, no fundo, está no nosso quotidiano, com todo o tipo de estímulos, apenas o temos que reconhecer nas suas expressões diversas e, sobretudo, na gente mais simples e humilde, nas crianças, nos idosos, nos animais, no amor à natureza e ao próximo, nos dias bons e menos bons, na aceitação de cada ser que dialoga com a melodia da nossa guitarra mais sincera e confidente.
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
A tradição oral continua, apesar de todas as grandes inovações e descobertas do ser humano. As narrativas do quotidiano são a identidade e a criatividade de cada grupo. A comunicação presencial ainda é essencial à força cultural, económica e social (como recurso da publicidade, p.e., que antes era protagonizada pelos caixeiros viajantes). Entretanto, o registo impôs-se e impõe-se. A história da escrita e a escrita da história, como nos factos inspiradores ou nas narrativas épicas, que são guiões para o grande pretexto que é o conhecimento, a instrução, o convívio, a discussão, o debate, as linguagens artísticas, a história...
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