a batuta do olhar
sábado, 5 de setembro de 2026
A primeira arte: a música. A atenção realça a realidade da consciência, prendendo-nos ao que estamos a ouvir e a ver. A nossa atenção fica absorvida pela beleza musical, pelos sentimentos que inspira, pelas memórias que nos traz, pelos valores estéticos de todo um trabalho de som, cor, luz, decoração, coreografia, interação entre os músicos e cantores, as roupas, os movimentos em palcos, os diálogos...À medida que vamos apreciando o espetáculo, estes aspetos vão tendo cada vez menos importância porque a música nos agrada e não damos pelo tempo passar. Vamos fazendo parte do espetáculo à medida que vão pedindo a nossa participação. A nossa vida ganha significado na relação com os outros. É aprendizagem. Vamo-nos tornando quem somos ao desenvolvermos o nosso caráter. E a música é uma ajuda valiosa.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
A explosão de consciência. Estamos aqui. Não sabemos, cientificamente falando, o que existia antes da grande explosão no espaço vazio que disseminou a matéria. Mas julgamos saber que foi um pequeno aglomerado de energia que desencadeou a vida no espaço. As estrelas. O nosso sol. O universo é a nossa casa. Olhamos muitíssimo parcialmente para ele, também do alto das montanhas. Que espetáculo belo! Uma casa que, a que tudo indica, demorou cerca de nove biliões de anos a construir, a fazer as estrelas explodir e a fazê-las renascer com capacidade para formarem os elementos necessários...A nossa estrela é quem nos guia.
sábado, 29 de agosto de 2026
Somos animais pensantes? A essência do ser humano passa pelo relação com os outros seres...Cada um de nós é um todo ou os humanos são duas realidades distintas: corpo e alma? E os não humanos...? Uma coisa é certa: os humanos são cosmopolitas, abertos ao mundo. Mais: abertos ao cosmos. Por isso, cada pessoa, na sua condição perscrutadora e mortal, se interroga cada vez mais sobre a sua (in)finitude...
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Quem é que manda nisto tudo? Se queres dar, tens de abdicar de algo. Se queres receber, tens que te desapegar de alguma coisa. Se te queres juntar, tens de deixar de ser o centro do mundo. Para estarmos juntos, temos de saber partilhar e respeitar. Somos insubstituíveis e indispensáveis, mas para aprendermos a dar e a receber temos que ter espaço dentro de nós para a aprendizagem...aprender a receber o silêncio, o som da natureza, o espetáculo de mais um horizonte em contraluz, o regresso a casa, a rua que nos acompanha, a saudação dos vizinhos, a idade que vai avançando...quem é que manda nos nossos pensamentos? quem é que sabe (toda) a verdade?
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Há sempre música entre nós. Nós a cantar e ouvir cantar não estamos sós. Cantaremos até a noite pedir para irmos para casa dormir. Porque hoje o amanhecer foi com nuvens pouco passageiras e neste momento ainda chuvisca um pouco, aqui do lado de Corroios. O fado é chuva, é sol, é verão, é outono, é primavera, é inverno. É um caldo de muitas temáticas e influências...há o castiço, o musicado, o composto com várias fontes instrumentais e outras...Viva o fado!
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Enquanto caminhamos, vamos observando a vida à nossa volta. Se caminhamos apressados, quase tudo nos escapa porque estamos com a mente presa ao que nos leva a caminhar. Se caminhamos com (alguma) tranquilidade, reparamos na beleza mais discreta que surge por entre os tons mais comuns de um trilho...Há um (in)confessável desejo de fazer durar a existência e de lhe dar algum significado...Como fazer da nossa pequenina vida um contributo, ainda que humilde, despretencioso e subtil, para a história do ecossistema?
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Há muito trabalho na criação e na interpretação artística. Talento e imprevistos. Quantas vezes, genialidade e contratempos. Gostamos de mostrar o que fazemos. Nem sempre somos compreendidos. Somos testados pelas contrariedades. Mas a arte é (re)encontro.e liberdade de recolher inspiração de qualquer realidade; a mais invulgar é, muitas vezes, a mais inspiradora...A arte é uma respiração profunda que trabalha com a imagem, a pedra, a tinta, a voz, a palavra, a natureza, a tecnologia, o ser humano, o indizível...Quando o artista cria, rompe com o mundo natural, com a causalidade que caracterizam os fenómenos...mesmo que os tenha que respeitar e aprender muito com eles...
Subscrever:
Mensagens (Atom)





























