a batuta do olhar
domingo, 15 de março de 2026
Gostamos de olhar as estrelas à noite. É um espetáculo lindo quando não há nuvens. Não nos cansamos de olhar e tentar identificar as suas constelações. Comovidos, pensamos: haverá, por ventura, em nós alguma pequenina réstia de memória, algo de reminiscência longínqua de um passado em que seríamos também natureza estelar? Temos a percorrer no nosso sangue, segundo os entendidos, ferro, cobre, zinco, selénio e outros componentes das supernovas. E água. Como gostamos de passear à beira-mar. Somos mar, rio, chuva, orvalho, seiva. Alimentamo-nos com o olhar, a pele, os aromas, o paladar. Como não podemos ir ao céu reclamar uma fatia de estrela para nos alimentarmos, vamos ao supermercado ou ao restaurante degustar elementos químicos que têm origem em supernovas. Somos todos Um.
sábado, 14 de março de 2026
sexta-feira, 13 de março de 2026
Queres falar? Fala à vontade! Estás a olhar-me? É sincero. Tomar a palavra é acrescentar um pouco do nosso mundo. Quanto mais saudável for, melhor. Quando nomeamos o que existe, se não existir antes, passa a existir, de alguma forma... A linguagem, verbal ou não, é um encontro. Pelas expressões faciais, a linguagem corporal...E nós humanos somos uns privilegiados como seres falantes. As nossas palavras são importantes e as dos outros também, quantas vezes nos modificam. As palavras são insubmissas quando criam novos sentidos. A poesia revela-se, na sua liberdade...Ficamos à tua espera. Está quase...? Leva o teu tempo...Falar é falar não só para o(s) outro(s), mas é também para si mesmo.
quinta-feira, 12 de março de 2026
É melhor pensar ou é melhor não pensar? Ser ou não ser, eis a questão...Não conseguimos evitar o pensamento, e é bom pensar, de preferência ponderadamente, logo pensar para tomar as decisões que desejamos. O que devemos evitar são os pensamentos repetitivos, desgastantes, rodopiantes...exercitar a reflexão, ou seja, parar para pensar, com ou sem ajuda, com o nosso cérebro. Algumas das nossas ações são tão habituais e maquinais que já nem nos lembramos da decisão que lhes deu origem; ou então ações praticadas distraidamente porque estamos absortos ou preocupados...Somos livres? A nossa mente viaja aonde nós a levamos. Umas vezes com mais consciência, outras com menos consciência disso...
quarta-feira, 11 de março de 2026
O que é que mais te preocupa? Todos nós temos assuntos pendentes e procuramos resolvê-los, desde os mais simples aos mais complexos, desde os domésticos aos nacionais e internacionais. Procuramos nos livros, na internet, na nossa experiência ou na experiência de outros, os mais especialistas, consultamos os astros, os livros sagrados...As verdades da ciência são insuficientes, as ideologias desacreditam-se, as religiões aprogoam-se e não se praticam, o paradigma da racionalidade enfraquece e reclama a força da transcendência, do imaterial, do desconhecido, da vontade superior e universal...
terça-feira, 10 de março de 2026
Big Bang e o universo nascia. Com estrondo? Tudo indica que não foi uma explosão, mas uma expansão...Contudo, o bebé humano nasce...a chorar...por nascermos carentes? As outras crias nascem em silêncio e começam pouco depois a andar...Nós demoramos...Esta lentidão torna-nos dependentes, prematuros...Mas acabamos por surpreender quando aprendemos, comunicamos, construímos respostas. Criamos cultura, construímos civilização, património material e imaterial da humanidade. Continuamos a desenvolver-nos e a crescer...ao mesmo ritmo que destruímos e regredimos?
segunda-feira, 9 de março de 2026
Fazemos contas à vida. Por causa dos conflitos, das inflações, das inundações...mas também porque estamos mais atentos ao nosso interior? Quem és tu? A questão da identidade não é só de hoje. Os desassossegos da alma, os caminhos com entroncamentos e encruzilhadas. O pastor dos pensamentos, o engenheiro das emoções, o intelectual das contemplações. O que somos é também o que os espelhos nos devolvem. Às vezes escondemos as nossas expressões, criamos uma serenidade (será aparente?). Desempenhamos vários papéis. Somos um Todo, puzzle com muitas peças em construção, mas o cartão de cidadão (ainda) não sabe disso.
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