a batuta do olhar
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Dois gatinhos pretos acarinhados pela vizinhança na baixa de Corroios, mas sem dono. É a vida real...sobrevivem assim já há algum tempo. Vivem a sua existência num tempo-espaço a que eles mais ou menos já se habituaram... Não devem saber a idade, pois, nem tão pouco se são familiares um do outro...Sabemos ainda pouco sobre a perceção dos animais. Pela nossa relação com eles, sabemos que têm algum nível de memória. Nós não apenas temos memória, como ainda a usamos para ficarmos mais perto da infância, por ex., estimulados por um som, uma imagem, um pensamento...Podemos até encolher ou aumentar, como na fantasia da imaginação. Se os humanos têm consciência da sua vida real, também conseguem abstrair-se dela e esse tempo mental é a consciência para além dele. Um esfumar do fluxo espaço-tempo que será provavelmente algo de experiência da eternidade...como na contemplação ou meditação.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Ao olharmos o céu, sentimos a sua dinâmica, a sua grandeza e, por isso, ficamos fascinados. Ainda há muitos mistérios para serem desvendados no cosmos. Como é possível não andar sempre de cabeça erguida a olhar os movimentos pictóricos do céu? Ajuda a recentrarmo-nos na nossa pequenez. As nossas palermices perante a vastidão do cosmos...Qual é a influência que tem sobre mim, sobre ti, sobre nós? Toda. Nos físicos, nos astronautas, nos metafísicos, nos criativos, nos contemplativos, nos agricultores, nos construtores, nos vendedores, nos transeuntes, na natureza...O inifinitamente pequeno e o infinitamente grande. O que vemos no universo não é o que está a acontecer nesse momento, mas aquilo que já aconteceu antes, porque a sua luz levou tempo a cá chegar e a ser observada por nós. Respeitemos o passado, que é um passado de todos. Quando vires e leres isto, já eu estarei a fazer outra coisa ou apenas a pensar, que é uma atividade mental muito legítima e humana (ainda que seja necessário aquietar a mente para ver e pensar melhor...)
terça-feira, 26 de maio de 2026
segunda-feira, 25 de maio de 2026
O que é um sorriso? Não aprendemos a sorrir. É um reflexo que nos acontece desde tenra idade. É uma combinação dos movimentos dos lábios, olhos e músculos faciais. O seu significado é lido a partir do rosto. Não sorrimos para tudo e para todos, senão pensariam que éramos menos normais...ainda que as crianças possam ser orientadas em diferentes sentidos; quando somos mais introvertidos, habitualmente pedem-nos para sorrir mais...Nem sempre é fácil gerir o sorriso, que pode ser mais ou menos espontâneo, mais ou menos genuíno, mais ou menos cultural. Tendencialmente, gostamos de ser reconhecidos como simpáticos e comunicativos, embora o reconhecimento seja mais de que a simples intersubjetividade....Porque o conhecimento é a aprendizagem que vamos alcançando ao longo da vida e o reconhecimento é a validação que fazemos pela relação/interpelação do outro...Sentes-te reconhecido/a?
domingo, 24 de maio de 2026
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