a batuta do olhar
domingo, 26 de julho de 2026
O beijo. Entre uma flor e um inseto, por ex. Qual foi o primeiro beijo entre humanos? Não são só os humanos que se beijam...Há beijos para todos os gostos...Como fazer a história do beijo? De entre muitos, destaca-se o beijo em que dois lábios se unem. Cada um é um mundo. Um instante pode ser intemporal...O que representa o beijo?...também exaltação, êxtase, emoção e sentidos, biologia e mito, sagrado e profano... Porque é que Judas beijou Jesus? O amor é alegria e o seu contrário: ódio, ciúme, traição, crueldade. Mas o amor (bem como o amor-próprio) transcende as normas, as regras, as convenções, as razões e recria-se no seu poder magnético e espiritual. O tema do amor é inesgotável na arte, na religião, na filosofia, até na política, na matemática, na economia...O amor é, em última instância, a razão mais visceral de todos os atos humanos.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
O debate sobre a soberania prossegue...Quem 'manda' no ser humano ou é ele que manda mais do que obedece? Ou é o próprio que cria tantas normas de conduta que se autoboicota? Ou pelo contrário, há quem queira impor-se a qualquer custo que não se importaria de viver numa autocracia ou numa anarquia? Seremos como os caranguejos daquela história dentro do balde que quando algum consegue subir um pouco mais, os outros o puxam para baixo? Apesar de tudo isso, o mundo continua a girar (até quando, não se sabe...) e se não se leva nada (nada mesmo?) no final da existência de cada humano, como será no final da existència planetária terrestre? Os neoliberais continuam a querer privatizar os lucros e a sociabilizar as perdas...a economia equitativa tem imperativos não económicos (qual a importância da arte?)...O céu e o mar continuam resilientes a apoiar as políticas do nascer e do pôr do sol...atenção que vem aí um eclipse...:)
quarta-feira, 22 de julho de 2026
domingo, 19 de julho de 2026
Cantar é orar duas vezes. Quem nos fez assim, e aos passarinhos, sabia o que estava a fazer...Se surgimos há vários biliões de anos, quando as moléculas à base de carbono criaram um micro-organismo autorreplicante, só podia ter surgido nos mares primitivos da Terra. Onde o fado, um dia, muito muito depois, viria a ser o canto dos marinheiros e das sereias. E só uma inteligência criadora do universo seria capaz de favorecer tal desígnio naturalmente tão pouco provável de acontecer: o nascimento da humanidade. Por isso, cantar é orar, agradecer a Deus o amor que o fado nos traz e, também, o ciúme, a aprendizagem, a fraternidade, o destino.
Na Associação Cultural e Desportiva da Quinta do Bau-Bau, 18 de julho de 2026
sábado, 18 de julho de 2026
A dificuldade em escolher. As escolhas do dia a dia nem sempre são muito importantes, mas há aquelas decisões aparentemente pouco significativas e à sua escala podem comprometer a sobrevivência do planeta ou a qualidade de vida de cada um...e não podemos escapar à responsabilidade de descobrirmos, cada um de nós, o seu papel no lugar onde vive, na comunidade onde está inserido, na sua humanidade. E não refletir apenas sobre isso quando for (mais) velho ou tiver um pouco mais de tempo. A maturidade não é (só) alcançada pela idade, mas pela educação e pelo exemplo dos mais próximos. Bom fim de semana.
sexta-feira, 17 de julho de 2026
A ampulheta do tempo não para. Mais um encontro de fado com sorrisos e trejeitos. A música é uma arte criada pela vontade humana. A sociedade é uma invenção ousada da vontade humana. A partilha, a cooperação e as interações são, sempre que as pessoas o decidem, suportes de crescimento individual e grupal. A transparência e a comunicação diversa são as melhores opções, desde que não haja propósitos de atrapalhar ou dissuadir. O fado é amor, ciúme, despeito, respeito, engano, verdade, mentiras, sonhos, desilusões, união, repressão...em que todos entramos e contamos, Todos temos valor. A verdade é o verso mais bonito de qualquer fado.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Uma turra! Quando olhamos dois gatinhos a acarinharem-se, o que é que sentimos? Estes gatinhos pretos passam o dia na rua. São respeitados e alimentados pela vizinhança. Há tranquilidade nestes dois seres. Sentimo-nos igualmente tranquilos de corpo e alma a olhá-los. É com a alma tranquila que experimentamos alguma coisa parecida com a felicidade. Porque a felicidade não é a soma dos prazeres e da riqueza, mas o estado de espírito de nos reconhecermos, de nos cumprirmos. Apesar da dor, podemos ser felizes ao atingirmos o cume de uma montanha ou simplesmente a dar de comer a dois negros gatinhos no meio da rua. Encontrar a serenidade dentro de si.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






.jpg)




