a batuta do olhar
domingo, 3 de maio de 2026
sábado, 2 de maio de 2026
Fastread poetry
Macias
são as tuas palavras
poeta escritor
mesmo quando
falas de tormentos
deitas sonhos à terra
húmus ao nosso sapal
fluidez ao pensamento
fluxo à consciência
fazes crescer a vontade
de cantar construir.
Cantadas
bebidas sofregamente
em noite de partilha
as palavras adivinhadas
na voz dos que te
admiram e cantam
Pessoa Florbela Natália
Camões O'Neil Eugénio
e tantos outros...
Quais aves migratórias
a comermos para aprender
e a ver como comer
naquela fome de crescer...
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Entre a linha do tempo de cada dia e é já 1º de maio...O trabalhador pode ser cantado pelas mãos de um fadista cansado, dedicado, quer ele cante ou não, a reviver mais uma vez o sonho pela poesia. Um gráfico de palavras sentidas, umas mais graves, outras mais agudas...cordas que prendem e que soltam...sintonia de caminhos num diapasão a vibrar em cada ouvido humano. Somos páginas de jornais, de diários comovidos, quase programa discreto da rádio Amália...trabalhadores, cada um à sua maneira, a ilustrar subidas e descidas das taxas de esforço que a vida contém. Despesas e dívidas com idade. Gráficos da bolsa desenhados a gestos suplicantes. Variações climáticas e gastronómicas. Um turbilhão de emoções. Quem explica: a poesia ao som das guitarras amigas. Retas e curvas de cada história. A subir e a descer. Às vezes, aos solavancos. Equação popular. Assim se cumpre o trabalho de cada sonhador fadista.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Está frio. À janela fechada do meu quarto, poiso os cotovelos no parapeito de mármore, e olho algumas estrelas, a lua, tímidas, menos visíveis por entre o escuro nublado do céu. Converso comigo. Procuro, com certa dificuldade, alguma constelação visível...aquela será a ursa maior, ali provavelmente áries...de repente...uma brilhantíssima guitarra portuguesa?? E ao som de um dedilhado pungente de um fado português, acordo abruptamente, meio confusa......
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Quantas selfies já tiraste? Será que com a idade ficamos mais bonitos? Eu não sou psicóloga, mas gosto de ler, observar e refletir sobre estes e outros fenómenos. Cada caso é um caso. Há pessoas que não gostam de tirar fotografias. Cada um com as suas razões. As boas são as melhores. E as que tiram, porque o farão? Carência afetiva? Várias serão as razões...para não ser aniquilada? Não falar, não pensar, não se mostrar, não partilhar, não se revelar, não ensinar nem aprender...Nós também somos arte. Conjunto de traços, sombras, cor e luz, mistério e segredo, cumplicidade, verdades, controvérsia, história, geografia corporal, composição, adereços, poesia, imaginação...Quem tem medo de lembrar ou ser lembrado, não tira fotografias. Quem duvida demais, não arrisca. E uma foto a cantar (como se se ouvisse a voz), qual é o interesse? Não é provocação ou pura exibição, no meu entender, apenas um bom motivo para exercício mental ou de alguma procura...Somos seres de comunicação, senão definhamos.
terça-feira, 28 de abril de 2026
O que é uma flor? Independentemente da(s) sua(s) cor(es) e tamanho, nós desenhamos mentalmente as pétalas, belas e macias, como se fossem tenros dedos disponíveis para receberem o sol, as abelhas...e como desenhar a flor do figo, que está no próprio figo? Nem todas as flores são como o malmequer que se dispõe aos nossos caprichos ao ser um ramo bonito, uma jarra florida, ou simplesmente um caduco oráculo sentimental: malmequer, bemmequer, malmequer, bemmequer...A flor não é o fruto mas dá fruto. E a sua forma é fruto do processo natural. Se se tratasse de um objeto artificial, se fosse uma bola feita por nós, seria bola se não fosse redonda? Pensemos: qual é a essência de uma bola?
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Vamos escavar a ver se encontramos achados arqueológicos. O que é antigo é bom? A evolução, à partida, é boa. Crescer. Descobrir. Desenvolver. Repensar. Mas só nos conhecemos hoje com ajuda da memória e dos vestígios que nos ajudam a reconstruir memórias. A sabedoria antiga revela-se, muitas vezes, atual e inspiradora. Já a ciência beneficia muito com a investigação através dos tempos e melhora com as suas descobertas e experimentações. O ser humano tem-se desenvolvido física, mental e socialmente. E emocionalmente? E eticamente? E espiritualmente?
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