a batuta do olhar
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
O mar, o areal, a subsistência na vida costeira, a beleza de estar à beira-mar, a dureza da vida pesqueira...O ser humano experimenta a liberdade de escolha, dentro de certos condicionalismos. Somos sempre escolha, construção, projeto, possibilidade, compromisso, capacidade. Não estamos definidos definitivamente à partida. Podemos escolher, dentro daquilo que conseguirmos conhecer...A existência tem a insustentável leveza do ser: o potencial da sua liberdade no mundo em que vive.
domingo, 16 de agosto de 2026
Como é que tu te vês? O mundo é diversidade. Sabemo-lo não apenas objetiva como subjetivamente. Um retrato é registo tecnicamente objetivo, mas os filtros do olhar do artista e de cada um podem ser distintos. A imaginação criativa cria novas leituras. As verdades antigas estão questionadas pelas novas gerações dos livres pensadores. Temos cada vez mais desafios no mundo, mas a liberdade é uma ferramenta poderosa, inteligente e essencial para o conhecimento individual e coletivo.
sábado, 15 de agosto de 2026
«O tempo é a imagem móvel da eternidade.» afirmou Platão. Seremos, na nossa essência mais duradoura, eternos? Entretanto, a nossa memória vai construindo a nossa história...
Boas memórias! Consegues identificar-me?
Foto enviada por uma destas colegas, a Ilda Martins.
Não sei que idade eu tinha aqui, ao certo...
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Os meus pais conheceram-se no alfaiate onde trabalhavam os dois. Uma profissão, na altura, de grande atividade. O meu pai, pouco tempo depois de casar, entrou na marinha mercante para ganhar um pouco mais. A minha mãe continuou como costureira, mas a partir de casa (uma espécie de teletrabalho da altura...), mas por razões de etiqueta social das senhoras casadas (uma espécie de mentalidade monástica...). Teve 6 filhos. Quem se sentia realizado/a nessa altura profissionalmente? Haveria quem tivesse a ousadia de esperar que a felicidade estivesse ao virar da esquina?...Quem poderia ajudar? ...em alguns jornais e revistas: 'A presença de Marte indica que você será feliz em breve porque um novo projeto financeiro está alinhado com o planeta Saturno em conjugação com esta constelação...' Quem não queria e quem não quer ser feliz? Uns jogam no euromilhões, outros leem o Borda d'Água, a maioria consulta as redes sociais, os que podem viajam para países exóticos,...valham-nos as festas de verão, os eclipses e a cultura popular acessível a todos.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
O eclipse total. É preciso dar atenção a este fenómeno natural raro. Conscientes de que a atenção não é a consciência. A consciência permite que estejamos atentos. Ainda que sejamos conscientes mesmo sem pensar. Quando serenamos o pensamento na meditação, por exemplo. Temos consciência mesmo distraídos. Mas não há dúvida que a atenção fortalece a realidade da consciência, ajuda-nos a aguardar com interesse o fenómeno extraordinário que se avizinha no céu e auxilia-nos nesta experiência de conhecimento astronómico (sociológico, histórico, social, emocional e não só...).
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Avô é uma vila. Vide é uma aldeia. Terras vizinhas, irmãs na sua beleza de montanha. Olhamos para as imagens que nos sugerem os sons naturais das calmas águas do rio Alva e da ribeira de Alvoco, contornos verdes e azuis brilhantes de um verão de brisa leve e morna, convidam-nos a soltar os sentidos e as palavras de apreço por tão gratificante beleza generosa, discreta, fresca e genuína. Uma inspiração para a música, a pintura, a poesia, o desporto, as caminhadas, a conversa à beira rio, os afazeres ao ar livre...O encontro e a liberdade de respirar de outro modo e de ousar quebrar rotinas mentais.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Mais uma noite de fados, desta vez no centro cultural Dr.Vasco Campos em Avô, Seia. E viva o fado :) O amor é maior do que a paixão. A poesia (tenta) definir esta realidade grandiosa, misteriosa e única. E o amor não se opõe à razão, embora às vezes pareça...É outro modo de compreender e preencher espaços vazios na alma. Assim, o amor, ao fado e não só, é a esperança de nos ligarmos à vida, ao outro, ao divino.
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