a batuta do olhar
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Marcamos as datas para as assinalar. Para as recordar e reconhecer. Surgem palavras, imagens, gestos, objetos e atos de agradecimento e de revisitação. A relação humana faz-se de silêncios, sons, palavras. Fazer parte de uma sociedade é reconhecer uma linguagem própria. Hoje em dia, também através da tecnologia como recriadora de sentido e portadora de ser. A linguagem torna-se poética para encontrar novas maneiras de chegar aos outros, com palavras/imagens poderosas. São conversas de encontro e reencontro entre a consciência e a temporalidade.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
A união faz a força. O caminho faz-se caminhando. Até onde? Há que criar objetivos. O efémero e o mortal só poderão ser ultrapassados pelo que de melhor o ser humano tem: a amizade e o amor. A amizade verdadeira aperfeiçoa o ser humano. O amigo é um elemento da nossa equipa, família, vizinhança, país, humanidade. O amor fortalece-se na amizade e na entrega desinteressada. Como uma cordialidade a alguém que nem conhecemos. Um toque de martelo na noite de São João. Na lógica da fé, é melhor dar do que receber. O universalismo do ágape não espera reciprocidade. Amar os inimigos? Respeitar todos os seres, principalmente os mais vulneráveis.
terça-feira, 23 de junho de 2026
Esta é a noite mais longa na cidade da invicta, mas eu não estou lá. Estou cá, do lado de Almada, que também festeja o São João. São António já se acabou...Como estamos condicionados pelo corpo, a nossa consciência usa a criatividade para se libertar. Desenhamos com a mente todo o cenário que nos chega pelos sentidos: para cheirar o manjerico e a sardinha assada, olhar os enfeites e os rostos alheios, provar os petiscos e cantarolar, dançar as músicas populares, mas também podemos transcendê-los mediante a inteligência e a intuição. Gostamos de criar uma história comum com quem está à nossa volta, mas também transcender a multiplicidade para compreender a unidade da existência, o que é belo, o que é bom, o que é verdadeiro. Então sentimo-nos gratos e festivos. Há fraternidade nas conversas, nos sorrisos, nos sons diversos. Os copos erguidos: à noite de São João!
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Batemos à porta. Ninguém atende. Terão ido para o arraial? A verdade é que não apetece estar em casa. Ontem chegou a estação do ano preferida por muitos, mas é preciso beber muita água. Olhamos ao fundo o mar. Sempre dá alguma sensação de frescura. Aquele azul calmo e brilhante aquieta a nossa mente. Só apetece ficar aqui um bocado a contemplá-lo. E ficamos. Quase não corre brisa. 38 graus. Estamos à sombra, pois. Já estivemos lá na areia e a desfrutar da frescura da água. Custa um pouco a entrar, mas depois sabe muito bem. Fomos até à muralha a nadar, bruços e costas. Ficamos com mais energia. Vamos à procura deles...
domingo, 21 de junho de 2026
Meus saudosos 20 anos: quando o dia começava logo de manhã a nadar, a almoçar com amigos, a conhecer novos ambientes (brunch eletrónico), a comer e ouvir música dos anos 80 e não só na terreola mais próxima...sem planificações nem justificações, simplesmente a aproveitar o tempo quente das noites de verão...:)
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