a batuta do olhar
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Eis um parque ou jardim, como lhe quisermos chamar. Este fica em Grândola e foi arranjado há uma meia dúzia de anos. Estava mesmo necessitado. Felizmente, há muitos mais pelo nosso país, alguns mais arranjados do que outros...É um local que apela ao lazer, à calma, à interação, à leitura, à brincadeira, à observação...Não é uma paisagem artificial nem uma natureza selvagem e espontânea. Os bancos são um convite à conversa e ao descanso. Um espaço de tranquilidade, de ligação e união com o meio envolvente. Debaixo da terra também há vida, há raízes, bichos...Há também as raízes de quem já tem aí memórias...mesmo antes dos jardins renovados...Até porque há sempre um pouco mais de realidade do que aquela que vemos e compreendemos...num jardim ou em qualquer parte, dentro e fora de nós...
terça-feira, 7 de abril de 2026
Os olhos dos transeuntes, que gostam de vaguear pelas ruas de uma cidade animada e aproveitar o crepúsculo e a noite, são surpreendidos pelo gemer de uma guitarra. Não há maestro, nem batuta, nem tão pouco uma dupla instrumental para o fado de Lisboa, mas aquele músico solitário decidiu por impulso encher os corações veraneantes com a melodia dos apaixonados pela música portuguesa: o «fado nocturno» de Amália Rodrigues.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
domingo, 5 de abril de 2026
sábado, 4 de abril de 2026
Do que podemos falar? O hábito de falar por falar enfraquece o nosso sentido da verdade. A linguagem não são só as palavras. E é pela linguagem que nos dirigimos ao mundo. A linguagem fala para além dela. É importante a ordem dos pensamentos em ligação clara com a realidade. E a realidade do momento é o louvor ao divino. Boa Páscoa.
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Palavras cantadas com emoção e realidade. Estamos em grupo animado. Fazem-se de pedidos (também de fados). Partilham-se sabores e melodias. As luzes são parcialmente desligadas. Surgem os acordes. As palavras e o silêncio são poesia. A voz dos poetas. A voz dos fadistas. A voz do sentimento. A voz do encontro com o público. E as mãos agradecem...mais uma fadestice.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Se soubéssemos voar, poderíamos ser fénixes? Há quem diga que já foi vista a renascer e ouvida na sua melancolia antes de morrer...a esperança é sua amiga...e as cinzas o berço do renascer...Onde costumamos ver a fénix a voar? Dentro de nós, quando viajamos, nos quatro cantos do mundo dentro e em cada um de nós, às vezes juntos. Morremos e...renascemos? Túmulo e berço em cada existência. A nossa casa é a infinitude...Somos pessoas-aves, bichos da terra, golfinhos do sonho, a luz do caminho.
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