a batuta do olhar
terça-feira, 28 de abril de 2026
O que é uma flor? Independentemente da(s) sua(s) cor(es) e tamanho, nós desenhamos mentalmente as pétalas, belas e macias, como se fossem tenros dedos disponíveis para receberem o sol, as abelhas...e como desenhar a flor do figo, que está no próprio figo? Nem todas as flores são como o malmequer que se dispõe aos nossos caprichos ao ser um ramo bonito, uma jarra florida, ou simplesmente um caduco oráculo sentimental: malmequer, bemmequer, malmequer, bemmequer...A flor não é o fruto mas dá fruto. E a sua forma é fruto do processo natural. Se se tratasse de um objeto artificial, se fosse uma bola feita por nós, seria bola se não fosse redonda? Pensemos: qual é a essência de uma bola?
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Vamos escavar a ver se encontramos achados arqueológicos. O que é antigo é bom? A evolução, à partida, é boa. Crescer. Descobrir. Desenvolver. Repensar. Mas só nos conhecemos hoje com ajuda da memória e dos vestígios que nos ajudam a reconstruir memórias. A sabedoria antiga revela-se, muitas vezes, atual e inspiradora. Já a ciência beneficia muito com a investigação através dos tempos e melhora com as suas descobertas e experimentações. O ser humano tem-se desenvolvido física, mental e socialmente. E emocionalmente? E eticamente? E espiritualmente?
domingo, 26 de abril de 2026
A geometria do olhar - o espaço e o tempo unificam as relações. O calendário diz-nos o dia e o mês: 25 de abril. O sol não tem pressa e deixa-nos contemplar as linhas imaginárias que dividem e unem...Repara: geometrias em cada lugar, em cada corpo, em cada rosto, em cada sorriso, a liberdade dos cabelos, dos gestos, dos instantes, das sombras, da luz...Que horas são aí desse lado do ecrã? Transformação espaço-tempo das imagens, das palavras, do olhar, dos pensamentos, dos sentimentos...Abril geometrias mil.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
24 de abril. Véspera do dia da revolução dos cravos. Vencemos o autoritarismo e a ignorância. A sociedade só é verdadeira se for plural para crescer. Cabemos todos, porque o mundo bem gerido, chega e sobra. Com igualdade e fraternidade. Esta ousadia de sermos sociedade só é possível pela partilha e pela cooperação. E as relações humanas, que não são fáceis, são o cerne do crescimento, do desenvolvimento e da maturidade na prática dos valores universais. O conhecimento encurtou distâncias, com ajuda do progresso. Os fluxos vão acontecendo. Sejamos membros ativos, cidadãos do mundo com direitos e deveres. Liberdade com responsabilidade. A conquista desejada é a boa convivência, a cooperação e a construção de novas ideias congregadoras e humanistas. Respeitemo-nos.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Tens as estantes sobrecarregadas de livros, dossiês, pastas, papéis, alguns que já nem te lembravas deles? Ou pensavas que os tinhas deitado fora ou oferecido? Do caos nasce a luz e a ordem facilita muito...diria mesmo que é crucial (alguma) ordem para a nossa saúde mental e física. Às vezes, o ato de arrumar desarruma-nos os lugares já cativos de certos objetos inestimáveis, mas com paciência e determinação acabamos por ganhar com isso. E a arrumação no computador? Ah, pois, também é um mundo complicado...Será que o teu armário também precisa de arrumação? E os teus pensamentos...? Não há dúvida que precisamos de encontrar o nosso lugar no mundo, arrumar o nosso ser, periodicamente zelarmos por isso e, em grupo, (re)pensarmos o nosso lugar no universo.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Brindemos à verdade! Sabemos que a verdade pode assumir diferentes modos, ser vista de diferentes perspetivas, pode ser finita ou infinita, existir na matemática ou no mito, dentro ou fora de nós, mas é o grande objetivo do conhecimento humano. A verdade nos factos, nos símbolos, nos sentimentos, nos rituais, nas palavras, na arte... Toma um bolo e um copo para ti, tenho aqui também para mim, toquemos os copos, que é o momento simples de eleição que simboliza a partilha da celebração: À verdade!
terça-feira, 21 de abril de 2026
A memória é uma vitória contra o esquecimento. Ainda me lembro de me olhar ao espelho e de ver o meu rosto com a pele completamente lisa (não foi há muito tempo...). Em alguns momentos, sentimo-nos tão absorvidos no momento presente e o tempo fica tão denso que parece eterno. A pintar. A escrever. A cantar. A conversar. Este esfumar do fluxo temporal é (quase) uma experiência da eternidade. A consciência ganha densidade. Somos a pintura enquanto pintamos. Somos as palavras enquanto escrevemos, falamos ou ouvimos. Somos a música enquanto cantamos. Somos o pensamento enquanto refletimos. Somos o amor enquanto experimentamos esse sentimento. A eternidade não é só o prolongamento do tempo até ao infinito. É sobretudo o acontecimento de ser eterno no tempo. Somos esses momentos eternos que têm uma energia tal que ultrapassam o tempo e o espaço.
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