É bom voltar a casa/Rosa Maria Duarte/Óleo s/tela/55x46
a batuta do olhar
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
A nossa casa é o lugar onde reconhecemos a nossa identidade, com memórias, o lugar que tem um pouco de nós e ao qual gostamos de regressar. A nossa casa pode ser um apartamento, uma pessoa, uma praia, um livro, uma cidade, uma música ou simplesmente o mar. O velho marinheiro provavelmente cresceu a ir para a faina do mar, por isso não tem inveja daqueles que chamam casa ao conforto de um espaço reservado e único. Porque a sua casa é sobre as águas, a olhar o céu, a olhar a vida marinha que respeita e da qual sobrevive. É o seu fado.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
A democracia é uma busca incessante pela justiça e pela liberdade. O sol quando brilha é para todos... O sucesso da sociedade contemporânea depende da sua pluralidade e respeito pela diversidade. Se a qualidade da democracia se afere pelo empenhamento e pela prática das suas instituições, o sucesso da mesma também depende da comunidade e sua abertura para educar, ouvir e reconhecer os outros em geral. Temos que ser criativos, até na participação (que deve acontecer) ambiental, cívica e política. Crescer a conhecer o passado, mas repensando-o e criando novos horizontes...
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
domingo, 20 de setembro de 2026
A decisão é uma mudança na realidade. Decidimos fazer a travessia do Tejo num domingo de manhã, por exemplo. Se não for rotina, é uma novidade e a novidade introduz a festa (Roland Barthes). A reflexão acaba quando decidimos. Mas depois há que agir, fazer acontecer. E quando agimos (segundo a nossa vontade, como esperamos que seja), a nossa consciência reconhece a liberdade. Desfrutamos. Contemplamos. A criatividade da inteligência alia vontade e possíbilidade. Todos temos essa possibilidade, mas nem todos temos a força da vontade.
sábado, 19 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Fastread poetry
Lança as tuas mãos ao leme.
Não hesites. Não te deixes levar...
Não tenhas demasiado medo...
Somos frágeis pequenos marujos
de vidas soltas aos avanços recuos
em casas flutuantes de palavras
à procura de um novo poema.
Não somos donos só inquilinos
dentro deste pequeno barco
sonhadores nas águas do mar
com nevoeiros no pensamento
nem todos nós sabemos pescar
famintos de tudo e de quase nada
ainda há quem não saiba nadar
e se esqueça de viver o momento
mas a vida é um ato de conquista
por mares e ventos e costas
penínsulas e serras e rios
a prendermos o nosso olhar
a prendermos o nosso coração
à melodia da maresia de cada fado
qual gente bronzeada pelo sol
a conduzir o seu anónimo destino
sempre com os olhos postos
no mar lavrado em espumas
de cascos escurecidos p'lo tempo
à espera de um novo porto
seguro maduro para ancorar...






















