a batuta do olhar

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Eis os meus saudosos pais no dia do seu casamento. Talvez pelo ano de 1955. Uma foto emoldurada que conheço desde sempre porque estava dependurada numa das paredes da nossa sala, na rua de Alcântara. Quando olhamos o passado, sentimos curiosidade...se existirem registos, tanto melhor. Aprendemos pelas fotos e/ou pela leitura de cartas, diários, memórias dos nossos antepassados o que a vida, em determinados momentos, significou para eles. Percebemos pela consciência como essa(s) pessoa(s) pensava(m) e sentia(m) naquela altura. São interpretações feitas de determinadas vivências, que emergem da consciência e passam para nós outros, às vezes para a sociedade. Procuramos, ao longo da vida, cruzar testemunhos com factos. Mas quantas vezes não lemos o nosso próprio diário com alguma estranheza porque vivemos momentos de forma distinta e à medida que ganhamos mais maturidade e compreensão, vamos reescrevendo a nossa história...ou talvez não...

 



Publicada por rosa maria duarte à(s) 01:33 Sem comentários:
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terça-feira, 30 de junho de 2026

Quem somos nós? Já se fizeram tantas descobertas e conquistas por mar, terra, ar e até fogo, mas o ser humano ainda é a maior incógnita...ou não...O nosso sopro vital ou energia misteriosa que nos dá vida de que será quimicamente constituído? Pois...Dependemos da energia do(s) outro(s) para respirar tranquila e saudavelmente? As relações interpessoais não são fáceis, mas são vitais para a sobrevivência. Por exemplo, na relação pai-filho, e não só... E sem comunicação, não há projeto que valha. As culturas e sociedades agrupam-se de acordo com a língua e outras afinidades e separam-se pelas diferenças e desentendimentos. Constrói-se e destrói-se. As barreiras semânticas e as mentalidades dividem e criam estranheza. Sem comunicação, não há proximidade nem se criam laços. Apesar de todas as idiossincrasias individuais, entre cada comunidade, entre cada nação, há sempre possibilidade de comunicação e de intercâmbio, como sempre tem acontecido, ainda que nem sempre com sucesso, na história da humanidade. O reconhecimento do outro é o grande passo...

 





Publicada por rosa maria duarte à(s) 01:35 Sem comentários:
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domingo, 28 de junho de 2026

A música é uma linguagem muito libertadora e comunicadora. É um instrumento de cultura, conhecimento, mas também de encontro. Nos múltiplos contextos, a música ao vivo é a mais apreciada e desafiadora. Na sua autenticidade, há sempre um sentido mais oculto, simbologias que ressaltam, mensagens nos pretextos e nos subtextos. A música é infindavelmente criadora e universal, nos seus vários estilos e influências. E as palavras são o recurso de excelência. Dizemos o que nem sempre conseguimos sem o ato musical. A força da linguagem musical é tal que pode levar a ações diferenciadoras e mudanças no mundo. Sentimo-nos mais próximos, quando a solidão e a frustração ateimam em magoar. É um amor verdadeiro que existe entre a poesia e a música. São boas companheiras de viagem...

 
























Publicada por rosa maria duarte à(s) 02:21 Sem comentários:
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sábado, 27 de junho de 2026

Olhamos à nossa volta, olhamos o céu e vemos sempre algo de novo. Geomentrias dinâmicas. Procuramos diariamente explicações para tudo por forma a ganharmos o maior domínio possível sobre o mundo. A ciência contemporânea avançou porque deixou de procurar o absoluto no mundo com referenciais relativos. Estamos sempre a construir geometrias. Será que estamos no caminho de compreender melhor a dinânimca do espaço-tempo? Um por-do-sol traz memórias ou simplesmente nos convida a elevar e a expandir a nossa consciência? Para ficarmos conscientes da nossa consciência. Uma espécie de ligação, de abandono ao momento e a cada movimento... Que o chão não nos desampare e o céu nos vá saciando e abraçando...

 





















Publicada por rosa maria duarte à(s) 01:52 Sem comentários:
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sexta-feira, 26 de junho de 2026

A nossa história tem lugares e datas. É factual, mas também é subjetiva. Mesmo que eu fosse cientista, que não sou, o rigor das minhas palavras ao contar a minha história não podia ser objetivo, compreensivelmente. Nasci em Alcântara e vivi lá 22 anos até me casar. Estava no 2º ciclo quando se deu o 25 de abril de 74. Na secundária, quando ia para o Alto de Santo Amaro para a Ferreira Borges, ou apanhava o autocarro, ou vinha a pé e guardava o dinheiro dos transportes. Nas escadinhas junto à capela, onde se sentia o cheiro do chocolate da Regina, sentavamo-nos (eu e colegas) e fazíamos compeonatos de caroços de cerejas: soprávamos à vez, a ver quem chegava mais longe com o caroço soprado. E ríamos à grande! No tempo das cerejas (acessíveis a quase todos...)

 















Publicada por rosa maria duarte à(s) 01:24 Sem comentários:
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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Marcamos as datas para as assinalar. Para as recordar e reconhecer. Surgem palavras, imagens, gestos, objetos e atos de agradecimento e de revisitação. A relação humana faz-se de silêncios, sons, palavras. Fazer parte de uma sociedade é reconhecer uma linguagem própria. Hoje em dia, também através da tecnologia como recriadora de sentido e portadora de ser. A linguagem torna-se poética para encontrar novas maneiras de chegar aos outros, com palavras/imagens poderosas. São conversas de encontro e reencontro entre a consciência e a temporalidade.

 


























Publicada por rosa maria duarte à(s) 01:53 Sem comentários:
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Pestanejo ao compasso do sentimento. E penso: como é bom partilhar contigo este riacho de indagações.

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