a batuta do olhar
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Avô é uma vila. Vide é uma aldeia. Terras vizinhas, irmãs na sua beleza de montanha. Olhamos para as imagens que nos sugerem os sons naturais das calmas águas do rio Alva e da ribeira de Alvoco, contornos verdes e azuis brilhantes de um verão de brisa leve e morna, convidam-nos a soltar os sentidos e as palavras de apreço por tão gratificante beleza generosa, discreta, fresca e genuína. Uma inspiração para a música, a pintura, a poesia, o desporto, as caminhadas, a conversa à beira rio, os afazeres ao ar livre...O encontro e a liberdade de respirar de outro modo e de ousar quebrar rotinas mentais.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Mais uma noite de fados, desta vez no centro cultural Dr.Vasco Campos em Avô, Seia. E viva o fado :) O amor é maior do que a paixão. A poesia (tenta) definir esta realidade grandiosa, misteriosa e única. E o amor não se opõe à razão, embora às vezes pareça...É outro modo de compreender e preencher espaços vazios na alma. Assim, o amor, ao fado e não só, é a esperança de nos ligarmos à vida, ao outro, ao divino.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Como não esgotar (ainda mais) os recursos naturais do planeta? Desenvolvendo a consciência do todo. Os pensamentos pequeninos esquecem a ligação entre tudo. Às vezes, sentimo-nos sós, mas não estamos sós. Ao sairmos da nossa bolha, da nossa cabeça, vemos melhor o céu e tudo à nossa volta. Nem sempre interpretamos bem os outros e as situações, mas errar é humano. Sublimar os impulsos e alcançar a serenidade ajuda a olhar o universal. A arte, por ex., é um desapego ou uma respiração da alma que vai ao encontro da liberdade de dizer e sentir o mundo de forma ousada e sempre em busca de novos caminhos. A obra de arte transcende o seu autor, ganha autonomia e vence as barreiras humanas. Só o génio artístico consegue indicar o caminho da perceção pura, a beleza da visão elevada para além do circunstancial e da rotina.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Interrogamo-nos sobre as condições no mundo em que vivemos, mas também sobre o eterno e o absoluto. Talvez mais quando chegamos à adultez. É natural. Crescer é um ato de relação. É a festa do reconhecimento. Como a celebração da declaração universal dos direitos humanos. Viver condignamente. Vivemos vidas que são microssegundos na história do universo, à procura de deixar contributo à nossa passagem, com a ilusão da eternidade da nossa obra. Sempre com vontade de acrescentar algo. Conhecer e vivenciar sempre mais. Podemos pensar o infinito, o eterno, o sem fim. Será que vale a pena interrogar? Como provar a existência do absoluto? Somos a história que ousou e ousa pensar e interrogar.
domingo, 26 de julho de 2026
O beijo. Entre uma flor e um inseto, por ex. Qual foi o primeiro beijo entre humanos? Não são só os humanos que se beijam...Há beijos para todos os gostos...Como fazer a história do beijo? De entre muitos, destaca-se o beijo em que dois lábios se unem. Cada um é um mundo. Um instante pode ser intemporal...O que representa o beijo?...também exaltação, êxtase, emoção e sentidos, biologia e mito, sagrado e profano... Porque é que Judas beijou Jesus? O amor é alegria e o seu contrário: ódio, ciúme, traição, crueldade. Mas o amor (bem como o amor-próprio) transcende as normas, as regras, as convenções, as razões e recria-se no seu poder magnético e espiritual. O tema do amor é inesgotável na arte, na religião, na filosofia, até na política, na matemática, na economia...O amor é, em última instância, a razão mais visceral de todos os atos humanos.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
O debate sobre a soberania prossegue...Quem 'manda' no ser humano ou é ele que manda mais do que obedece? Ou é o próprio que cria tantas normas de conduta que se autoboicota? Ou pelo contrário, há quem queira impor-se a qualquer custo que não se importaria de viver numa autocracia ou numa anarquia? Seremos como os caranguejos daquela história dentro do balde que quando algum consegue subir um pouco mais, os outros o puxam para baixo? Apesar de tudo isso, o mundo continua a girar (até quando, não se sabe...) e se não se leva nada (nada mesmo?) no final da existência de cada humano, como será no final da existència planetária terrestre? Os neoliberais continuam a querer privatizar os lucros e a sociabilizar as perdas...a economia equitativa tem imperativos não económicos (qual a importância da arte?)...O céu e o mar continuam resilientes a apoiar as políticas do nascer e do pôr do sol...atenção que vem aí um eclipse...:)
Subscrever:
Mensagens (Atom)















.jpg)