domingo, 15 de março de 2026
Gostamos de olhar as estrelas à noite. É um espetáculo lindo quando não há nuvens. Não nos cansamos de olhar e tentar identificar as suas constelações. Comovidos, pensamos: haverá, por ventura, em nós alguma pequenina réstia de memória, algo de reminiscência longínqua de um passado em que seríamos também natureza estelar? Temos a percorrer no nosso sangue, segundo os entendidos, ferro, cobre, zinco, selénio e outros componentes das supernovas. E água. Como gostamos de passear à beira-mar. Somos mar, rio, chuva, orvalho, seiva. Alimentamo-nos com o olhar, a pele, os aromas, o paladar. Como não podemos ir ao céu reclamar uma fatia de estrela para nos alimentarmos, vamos ao supermercado ou ao restaurante degustar elementos químicos que têm origem em supernovas. Somos todos Um.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário