quarta-feira, 15 de abril de 2026
Refletimos...como o próprio Bocage o fez, apesar de tudo...à medida que vivenciamos e aprendemos...Temos que encontrar o nosso caminho a partir do encontro com os valores. Como a liberdade, o respeito, a paz, a cultura...As verdades que reconhecemos precisam de ser aceites por todos. As sociedades aproximam-se e o desafio é tornar comuns a todas as culturas o respeito das necessidades humanas de cada um...
terça-feira, 14 de abril de 2026
- Estou atrasado! Estou atrasado! - afirma o Coelho Branco da «Alice no País das Maravilhas» em constante correria. Estes coelhos da foto são também bonecos brancos com roupagem humana, mas simbolizam a festa pascoal (símbolo da renovação da vida pela sua capacidade de reprodução). Não confundir ainda com o Miffy dos Países Baixos que retrata o fofinho coelhinho nerlandês. Coelhinhos/as que são símbolos de graciosidade, fertilidade, inocência, juventude e astúcia. Qual Bugs Bunny...Muitos de nós, sobretudo pelo Ocidente, ainda continuamos atrasados...para qualquer coisa... Para a descoberta, para a construção, para um qualquer feito, que nos realize, que faça a diferença para alguém, talvez para a Alice... E depois da correria da vida, e depois do adeus, o ficarmos sós e dizermos: -Missão cumprida.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Será que existem, de facto, lugares idílicos? Estas fotografias sugerem lugares simples, momentos espontâneos, belos e quase intocados pelo Homem, livres, provavelmente escolhidos por místicos, mas não fruto da imaginação nem da arte de melhorar uma imagem: são simplesmente lugares comuns que estão embelezados pela inclinação do Sol. É que nós gostamos de saber se realmente existe o que corresponde aos nossos pensamentos, tendo em conta que é a vontade final do pensamento saber se existe o que está a ser pensado. Ainda que o pensamento se socorra da imaginação para conseguir viver ou apenas sobreviver. Será que a paz que buscamos no exterior precisa mesmo de começar nosso interior?
sábado, 11 de abril de 2026
Descobrimos a alegria espontânea da criação nas imagens mais simples, na luz que nos proporciona o espetáculo natural de um lugar cheio de matizado e berço de vidas distintas... Mas, de todo o conhecimento que vamos adquirindo sobre o progresso e o mundo à nossa volta, perguntamo-nos: Se a luz nos proporciona a captação das cores, o que as torna diferentes? Qual a razão de uma cor ser vermelha?
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Nascemos com o destino de aprender, crescer, procurar respostas, de ser, descobrir o nosso verdadeiro caráter. Quando essa procura é em boa companhia, tanto melhor. O nosso destino é sermos povo. E cada um fica mais à vontade no seu meio e no seu mundo. Peixes na água. Pássaros no céu. Chispas nas estrelas. Crianças no colo da mãe ou do pai. Até podemos falhar sem doer tanto...sempre a dar o nosso melhor. Ainda que se diga que quem sofre, melhor canta o seu fado.
quinta-feira, 9 de abril de 2026
A ciência e a técnica não acalmam as interrogações existenciais de qualquer ser humano. A precisão e o rigor da ciência são já uma rede de conhecimentos exigente e muito útil. Fazem-se pontes e constroem-se teias de conhecimento numa estreita aliança entre a ciência e a tecnologia. Agora mais a I.A.. Mas porque é que a humanidade existe há 2,5 milhões de anos e nós (eu e tu) estamos curiosamente aqui existindo exatamente neste momento espacio-temporal? Que pontaria...(preferias viver noutra época? Ah...achas que já viveste...?)
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Eis um parque ou jardim, como lhe quisermos chamar. Este fica em Grândola e foi arranjado há uma meia dúzia de anos. Estava mesmo necessitado. Felizmente, há muitos mais pelo nosso país, alguns mais arranjados do que outros...É um local que apela ao lazer, à calma, à interação, à leitura, à brincadeira, à observação...Não é uma paisagem artificial nem uma natureza selvagem e espontânea. Os bancos são um convite à conversa e ao descanso. Um espaço de tranquilidade, de ligação e união com o meio envolvente. Debaixo da terra também há vida, há raízes, bichos...Há também as raízes de quem já tem aí memórias...mesmo antes dos jardins renovados...Até porque há sempre um pouco mais de realidade do que aquela que vemos e compreendemos...num jardim ou em qualquer parte, dentro e fora de nós...
terça-feira, 7 de abril de 2026
Os olhos dos transeuntes, que gostam de vaguear pelas ruas de uma cidade animada e aproveitar o crepúsculo e a noite, são surpreendidos pelo gemer de uma guitarra. Não há maestro, nem batuta, nem tão pouco uma dupla instrumental para o fado de Lisboa, mas aquele músico solitário decidiu por impulso encher os corações veraneantes com a melodia dos apaixonados pela música portuguesa: o «fado nocturno» de Amália Rodrigues.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
domingo, 5 de abril de 2026
sábado, 4 de abril de 2026
Do que podemos falar? O hábito de falar por falar enfraquece o nosso sentido da verdade. A linguagem não são só as palavras. E é pela linguagem que nos dirigimos ao mundo. A linguagem fala para além dela. É importante a ordem dos pensamentos em ligação clara com a realidade. E a realidade do momento é o louvor ao divino. Boa Páscoa.
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Palavras cantadas com emoção e realidade. Estamos em grupo animado. Fazem-se de pedidos (também de fados). Partilham-se sabores e melodias. As luzes são parcialmente desligadas. Surgem os acordes. As palavras e o silêncio são poesia. A voz dos poetas. A voz dos fadistas. A voz do sentimento. A voz do encontro com o público. E as mãos agradecem...mais uma fadestice.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Se soubéssemos voar, poderíamos ser fénixes? Há quem diga que já foi vista a renascer e ouvida na sua melancolia antes de morrer...a esperança é sua amiga...e as cinzas o berço do renascer...Onde costumamos ver a fénix a voar? Dentro de nós, quando viajamos, nos quatro cantos do mundo dentro e em cada um de nós, às vezes juntos. Morremos e...renascemos? Túmulo e berço em cada existência. A nossa casa é a infinitude...Somos pessoas-aves, bichos da terra, golfinhos do sonho, a luz do caminho.
terça-feira, 31 de março de 2026
Em Alcântara, vemos uma varina a vender peixe...que nostalgia suscita esse quadro popular e cultural do quotidiano! Sentimos o impulso de registar o que o nosso olhar viu e o nosso sentimento experimentou. Porque a arte não se esgota no olhar...mas é a expressão simbólica humana maior. A inspiração, a imaginação, a técnica, a sensibilidade, a originalidade, a(lguma) genialidade e muito trabalho. A arte é a respiração inefável, um encontro com a liberdade, captando pequenos momentos vividos...O mundo da arte dilui a individualidade.
segunda-feira, 30 de março de 2026
O que existe para além do tempo? Nós temos corpo, as cidades têm corpo, o planeta tem corpo...e o tempo manifesta-se nas marcas e mudanças que vai trabalhando em cada construção finita. O amor é temporal? Ágape ou o amor divino não é uma emoção apenas, mas o poder de amar o outro pela força invisível, que rompe com as linhas do tempo (humano?).
domingo, 29 de março de 2026
Que agradável que é a Primavera! Hoje é mais um dia em que o Homem mexe no relógio, porque pretende reorganizar o próprio tempo na vida quotidiana...Mas esta nossa tendência de pensar o tempo, de esperar adaptá-lo melhor, é legítima, mas simplesmente circunstancial...porque o tempo (psicológico?) é também um fator limitativo da nossa existência. Mais memórias, mas menos tempo para viver, pelo menos neste percurso de vida...O tempo da consciência tem uma tal plasticidade infinita que nos sentimos a recuperar o tempo perdido...Alguns poetas versejam sobre a transitoriedade e a efemeridade, mas têm consciência de cada aprendizagem, da maturidade, da obra prima divina que é a humanidade. O tempo rouba, ceifa, devora, mas também oferece, dá beleza e sentido a cada passo nos socalcos da caminhada...
sábado, 28 de março de 2026
Somos máquinas? Fabricamo-las. Nós somos, tendencialmente, mais fracos do que muitos seres, mas temos uma linguagem e um pensamento complexos. Por isso, o ser humano é a única espécie (que saibamos, claro) que produz tecnologia. Do ponto de vista biológico, temos a vista fraca, o olfato reduzido, o ouvido limitado, sem garras ou outros acessórios naturais. Muitos animais são mais comunitários...A inteligência humana é social, mas também evolui individualmente. Somos seres de consciência e tal acarreta a responsabilidade acrescida na preservação/construção do bem estar no meio em que vivemos.
sexta-feira, 27 de março de 2026
Estamos sempre a construir geometrias. Quando olhamos, o nosso campo de visão tem uma forma arredonda. Quando cantamos, a nossa voz ora ondeia, ora faz picos montanhosos, os gestos que a acompanham desenham retas ou espirais...É uma linguagem dançante ao som da nossa voz. O movimento distrai, mas é preciso escutar o que é dito. É preciso escutarmos o que dizemos. É preciso escutar também as pausas, reparar nos olhares, no que não é dito...estes silêncios são espaços de meditação, de compreensão, de visualização...Um fado que quer ser a gentileza do pensamento partilhado.
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