quinta-feira, 15 de outubro de 2026
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
A tradição oral continua, apesar de todas as grandes inovações e descobertas do ser humano. As narrativas do quotidiano são a identidade e a criatividade de cada grupo. A comunicação presencial ainda é essencial à força cultural, económica e social (como recurso da publicidade, p.e., que antes era protagonizada pelos caixeiros viajantes). Entretanto, o registo impôs-se e impõe-se. A história da escrita e a escrita da história, como nos factos inspiradores ou nas narrativas épicas, que são guiões para o grande pretexto que é o conhecimento, a instrução, o convívio, a discussão, o debate, as linguagens artísticas, a história...
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Se caso houvesse dúvidas em relação ao cenário de fundo, a palavra Lisboa não deixa dúvidas. Fazer turismo na nossa terra. Porque não? O nosso país merece ser visitado, como tantos outros. Respeitamos os lugares, os eventos culturais, as pessoas, a gastronomia...há sempre alguma coisa que é novidade, tanta coisa, porque os nossos olhos também mudam, tal como os lugares. Visitas-surpresa ou planeadas com bilhetes para o teatro, por exemplo. Revisitemo-nos.
domingo, 11 de outubro de 2026
Sentemo-nos. Para comer? Há alimentos de diferentes naturezas. Para além da comida, qual é o alimento que mais falta te faz? A palavra já é por si um alimento e que alimenta a condição humana. Estou a usar uma metáfora, eu sei. A metáfora é e não é, simultaneamente, a totalidade do sentido para que foi usada. É a nossa criatividade pela semântica. E as refeições também podem ser criativas. E os espaços onde as pensamos e partilhamos. Está ali um lugar para ti.
sábado, 10 de outubro de 2026
Quando nos pedem para desenhar a liberdade, o que nos ocorre? Sabemos que a liberdade é como tudo na vida: só é boa se for acompanhada de outros valores como a responsabilidade e a compreensão. Somos um todo, mas precisamos (ainda) de compartimentar e distinguir. A liberdade é importante para o nosso dia-a-dia (com condicionalismos, pois). Até para resolvermos as nossas questões. Então procuramos respostas: consultamos especialistas, lemos livros, vamos à I.A... A religião e a ciência, hoje, ainda são distintas porque a ciência questiona tudo e a religião gosta da fé inquestionável...mas a verdade é que as certezas inabaláveis sucumbem...O que hoje é certo, amanhã pode não ser...O segredo é saber gerir as frustrações e ter (alguma) liberdade para pensar por meios próprios.
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Aqui, como sabemos, há partilhas, novidades, curiosidades, momentos... Mas nada substitui a experiência do convívio ao vivo. É bom sabermos estar sozinhos connosco próprios, mas todos os pretextos são bons para estarmos uns com os outros. A música e a comida são ancestrais nessa partilha de espaços físicos, emocionais, de comunicação e fruição. Com estas tecnologias, derrubamos muros e fronteiras, mas não nos conhecemos verdadeiramente. Mas também criamos comunidades de interesse(s), redes de partilha porque, muitas vezes, a falta de comunicação é mais dolorosa do que a distância física. Há um fado em cada um de nós que é bem sentido e presente e merece ser partilhado olhos nos olhos, palavra com palavra, guitarra com guitarra, coração com coração.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Gostar não é (necessariamente) levantar o polegar ou clicar nele. Gostar é sentir cá dentro qualquer coisa de aprazível. Compreender o que se gosta, é o ideal. Mas às vezes gostamos sem compreender (bem). Eu escrevo aqui, como agora, inspirada em algo que observei ou que ouvi ou que li ou que simplesmente me ocorreu à mente. Mas muitas vezes inspirada por algo ou alguém. Tal como eu, estou certa, inspiro outras pessoas que me veem e/ou leem. Creio que a humanidade se tem construído desta maneira. Todos temos as nossas referências, as pessoas que nos inspiram ou, simplesmente, nos ajudam a pensar um pouco (como lá diz a canção do Luís Represas). O olhar não se restringe ao nosso equipamento biológico: os olhos, mas vemos muito para além disso. Um dia a findar é uma imagem curiosa e quotidiana, mas o nosso 'olhar' provavelmente já está no programa do dia seguinte, e assim vamos construindo os nossos dias, ora a rever o passado recuado ou recente, ora a prestar atenção ao que se passa no momento à nossa volta, ora a pensar no que está para vir...se calhar, com sentimentos vários. Uns que gostamos de partilhar e outros que guardamos no silêncio da nossa intimidade.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
terça-feira, 6 de outubro de 2026
«Fado de Natal» de Rosa Maria Duarte
Letra e voz de Rosa Maria Duarte
Música: João Maria dos Anjos
Viola de fado: João Costa
Guitarra portuguesa: André Vaz
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Fastread poetry
Somos apenas uma aquela pequena luz
num caminho sem medida conhecida
apenas pressentida pouco pré-definida
somos corpo com pele e sangue dentro
a irrigar os nossos versos pensadores
um coração a mexer desde o nascer
um estômago a encher e a esvaziar
com (alguma) fome de viver, imparável
as pernas presas ao corpo e ao chão
à espera de um dia darem o salto alto
os braços a nadar sem parar no mar
mas o fogo do olhar um dia a embaciar
e a noite ofusca a luz debaixo da ponte
dentro do nosso corpo a mente enfraquece
o sopro vem a pouco e pouco leva chama
algo sai p´la boca então o olhar descansa.
domingo, 4 de outubro de 2026
O que é uma exibição? Porque é que as crianças precisam de se exibirem? São pequeninas e os adultos nem sempre lhes dão a devida atenção. A natureza cada vez se manifesta mais na esperança de receber mais atenção...Qual é o grau de consciência que temos da quantidade de atenção que precisamos de dar e de receber? A consciência de si transforma-se à medida que a vamos desenvolvendo, pelos atos de relação que temos connosco próprios, com os outros, com os atos de conhecimento...e vão dando sentido à consciência da nossa existência. Vamos sendo a pouco e pouco mais conscientes da nossa consciência. Com consciência do todo.
sábado, 3 de outubro de 2026
Esta tela pintada a óleo representa uma ponte chamada dos enamorados porque a sua curta travessia deve ser feita muito calmamente para desfrutar do som da água do lago e das rãs, do perfume também exalado pelas florinhas vermelhas atiradas ao lago, das cores naturais do céu, da natureza envolvente, dos reflexos...Não estamos a atravessar a arqueada ponte, mas se o estivéssemos a fazer, seria um desafio pela sua inclinação, com certeza diferente. Pequena, mas de dificuldade média a sua travessia. E se a estivéssemos a sobrevoar, qual seria a imagem que veríamos? Dependeria também da altitude em que estivéssemos...Que o avião quando ganha altitude, olhamos para baixo e só vemos retalhos de muitas cores, não é? E então o lago das flores vermelhas deixa de se perceber, as estradas são traços escuros, os rios são fios de prata...a certa altura só vemos as nuvens que nos parecem algodão, mais ou menos espesso, e é pena não termos uma tela e um pincel com tinta...valha-nos a câmara fotográfica de um qualquer aparelho...Gostamos de registar, guardar e partilhar...até esquecermos aquelas nuvens.
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