quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Fastread poetry

Vem esperar-me à estação

não precisas de apressar o passo 

 o meu comboio está atrasado

esqueceu-se do maquinista

e teve de suspirar parado

que as máquinas são impacientes 

e para não se desorientar

a olhar estarrecida descrente 

o senhor que nunca se atrasa

esperou que ele entrasse

ligasse o motor da locomotiva

o apito arrastado soasse

abrisse a atenção da gente 

porque o progresso é bom

e há inteligências artificiais

e a nossa humana ainda é. 

 


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