Somos livros ambulantes
desfolhados pelo tempo
nem sempre emocionantes
e cheios de esperanças vãs
uns grandes outros pequenos
magros gordos medianos
nem sempre bem vestidos
com mais ou menos posses
desenhamos com gestos
mentais no papel no teclado
os nossos pensamentos
os pensamentos de alguém
inspirações neo-criativas
nem sempre reconhecidas
nascimentos crepusculares
fluidos ruídos sensitivos
doloridos assertivos adotivos
em que talvez acreditemos
e debitamos naquele olhar
no viajar sem fronteiras
por mar terra ou devaneios
refazendo pontes diversas
falando para os outros
decalcamos o que somos
mesmo sem o percebermos
viajamos sós com companhia
as palavras cheias de tinta
ou simplesmente abraçados
a um fundo de ninguém
intermitente luz de ecrã
bebés nascidos das ideias
palavras velhas novas leite
paridos por mãos humanas
ou inteligências artificiais.


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