terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Olho. Um pedaço de terra encharcada de água debaixo da ponte. Ainda pinga de cima. Uma ponte começada e não acabada. Talvez haja um lugar melhor para refletir...Mas fico uns minutos a apreciar o efeito dos pingos na poça de água. É quase um convite à contemplação. Sombras refletidas no espelho de água. Longe de ser um lugar de paragem, que acaba por sê-lo. Um convite à infância, às poças de água bem chapinhadas, um regresso ao inverno bairrista, à natureza humanizada que esconde as raizes na calçada disforme e irregular, nas ervas daninhas nos canteiros, no som agitado do quotidiano menos virtual e mais desenhado num tempo comum e apressado...
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