sexta-feira, 27 de março de 2026

Estamos sempre a construir geometrias. Quando olhamos, o nosso campo de visão tem uma forma arredonda. Quando cantamos, a nossa voz ora ondeia, ora faz picos montanhosos, os gestos que a acompanham desenham retas ou espirais...É uma linguagem dançante ao som da nossa voz. O movimento distrai, mas é preciso escutar o que é dito. É preciso escutarmos o que dizemos. É preciso escutar também as pausas, reparar nos olhares, no que não é dito...estes silêncios são espaços de meditação, de compreensão, de visualização...Um fado que quer ser a gentileza do pensamento partilhado.

 

                                                         No CRF a 26 de março de 2026


































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