sábado, 4 de julho de 2026

Apagámos as luzes, exceto a da mesa de leitura. Vamos ler? Na realidade, está lua cheia. Abrimos a porta da frente e a nossa rua sem saída está bem iluminada pela luz natural e pela luz do candeeiro de rua. 26 graus e são vinte e duas horas. Mesmo para o Alentejo, mesmo para julho, são temperaturas quentes. A casa esteve em penumbra durante o dia e as paredes são grossas, mas mesmo assim...vamos ler para a rua. Há sossego; apenas a vida noturna dos insetos e dos carros ao longe na rua principal da aldeia. Encosto-me ao muro da frente e leio. A música acompanhava os malabaristas, a coragem dos trapezistas, as habilidades dos cãezinhos amestrados, as palermices dos palhaços desastrados...e muito mais. A certa altura, o espetáculo acabou: palmas, agradecimentos, assobios, rugidos...E o silêncio do livro deixou-me contemplativa e fiquei simplesmente a olhar a noite.

 


                                        Mesa de leitura/Rosa Maria Duarte/55x46xÓleo s/tela


                                            A porta da rua/Rosa Maria Duarte/Óleo s/tela/55x46

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