Há galáxias de laranjas no fundo entrançado de seus vimes.
Há planetas perfumados cor de sumos decorados de verbos.
Há hemisférios suculentos com cor de folhas e cheiros seus.
Há galáxias de laranjas no fundo entrançado de seus vimes.
Há planetas perfumados cor de sumos decorados de verbos.
Há hemisférios suculentos com cor de folhas e cheiros seus.
Há um cheiro de maresia na roupa e no olhar da criança que existe em cada um de nós que nos ajuda a reparar e a valorizar as coisas mais belas da vida.
Ó espontâneo pictórico pequeno cogumelo que vives nesse cepo
sob o amarelo do sol o brilho fresco da chuva o verde do musgo
és saboroso venenoso sensaboroso inofensivo ó suco do nascer!
Ao longo da nossa história, quantas vezes ficámos parados à porta do desconhecido e não entrámos. Hesitamos à espera de um sinal. O silêncio do momento entretanto mostra-nos que o maior desconhecido somos nós mesmos. E aí respiramos fundo e aventuramo-nos a visitar a nossa própria casa.