quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Após longos anos de lecionação, visitas de estudo e pesquisas, quantos e quais os troféus que valem a pena guardar e recordar? Dos respeitáveis professores da melancólica sociedade...As humanidades é uma grande riqueza da humanidade. Mais: todos saberes a valorizar. Saber aproveitar a Inteligência Natural (os ventos de feição em cada estação espacio-temporal).
terça-feira, 29 de setembro de 2026
Onde fica o edifício mais alto do séc.XXI? As grandes edificações impressionam pela engenharia e arquitetura e têm uma mensagem inerente de orgulho e vaidade. Mas a ferramenta crucial e invisível nestes projetos e noutros das sociedades modernas, e que comprometem o sucesso de muitas, é a boa comunicação. Sem uma clara e séria comunicação, deixamos de funcionar como um todo. A palavra precisa de outras para se completar e construir ideias essenciais para qualquer projeto humano (e não só...). As civilizações antigas não eram livres. Zelemos agora (também) pela liberdade de expressão.
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Enquanto houver estrada para andar, muitos vão continuar...ou todos porque somos um todo? Onde nasce a nossa essência? A vida tem caminhos diversos, estradas longas e retas, estreitas e com curvas apertadas, com destinos diferentes...o que procuramos? Se não for antes, depois de algum tempo, todos queremos o mesmo: conhecer a verdade de tudo. Às vezes aproximamo-nos dela, mas há muito para descobrir...A verdade existe, mas não conseguimos alcançá-la como a um bem material. O que sabemos e sentimos é sempre novo a cada descoberta...
domingo, 27 de setembro de 2026
Estamos aqui e agora porque prestamos atenção de olhos abertos e mente focada. E assistimos ao enredo quotidiano no trabalho, na rua, em casa...O amor, a traição, a amizade no grande ecrã de vida, de preferência ao ar livre, como se o céu e as luzes da noite fizessem parte de alguma cena da 7ª. arte. O amor é a busca incessante da completude. Somos um todo e tal é o próximo e o diferente. É a comunhão e a discussão. É o abraço e a ausência. A noite e o dia. A ficção e a realidade. O tempo e a eternidade.
sábado, 26 de setembro de 2026
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
A nossa casa é o lugar onde reconhecemos a nossa identidade, com memórias, o lugar que tem um pouco de nós e ao qual gostamos de regressar. A nossa casa pode ser um apartamento, uma pessoa, uma praia, um livro, uma cidade, uma música ou simplesmente o mar. O velho marinheiro provavelmente cresceu a ir para a faina do mar, por isso não tem inveja daqueles que chamam casa ao conforto de um espaço reservado e único. Porque a sua casa é sobre as águas, a olhar o céu, a olhar a vida marinha que respeita e da qual sobrevive. É o seu fado.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
A democracia é uma busca incessante pela justiça e pela liberdade. O sol quando brilha é para todos... O sucesso da sociedade contemporânea depende da sua pluralidade e respeito pela diversidade. Se a qualidade da democracia se afere pelo empenhamento e pela prática das suas instituições, o sucesso da mesma também depende da comunidade e sua abertura para educar, ouvir e reconhecer os outros em geral. Temos que ser criativos, até na participação (que deve acontecer) ambiental, cívica e política. Crescer a conhecer o passado, mas repensando-o e criando novos horizontes...
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
domingo, 20 de setembro de 2026
A decisão é uma mudança na realidade. Decidimos fazer a travessia do Tejo num domingo de manhã, por exemplo. Se não for rotina, é uma novidade e a novidade introduz a festa (Roland Barthes). A reflexão acaba quando decidimos. Mas depois há que agir, fazer acontecer. E quando agimos (segundo a nossa vontade, como esperamos que seja), a nossa consciência reconhece a liberdade. Desfrutamos. Contemplamos. A criatividade da inteligência alia vontade e possíbilidade. Todos temos essa possibilidade, mas nem todos temos a força da vontade.
sábado, 19 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Fastread poetry
Lança as tuas mãos ao leme.
Não hesites. Não te deixes levar...
Não tenhas demasiado medo...
Somos frágeis pequenos marujos
de vidas soltas aos avanços recuos
em casas flutuantes de palavras
à procura de um novo poema.
Não somos donos só inquilinos
dentro deste pequeno barco
sonhadores nas águas do mar
com nevoeiros no pensamento
nem todos nós sabemos pescar
famintos de tudo e de quase nada
ainda há quem não saiba nadar
e se esqueça de viver o momento
mas a vida é um ato de conquista
por mares e ventos e costas
penínsulas e serras e rios
a prendermos o nosso olhar
a prendermos o nosso coração
à melodia da maresia de cada fado
qual gente bronzeada pelo sol
a conduzir o seu anónimo destino
sempre com os olhos postos
no mar lavrado em espumas
de cascos escurecidos p'lo tempo
à espera de um novo porto
seguro maduro para ancorar...



































