segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Todos precisamos de comunicar, nas mais diversas circunstâncias. Quando um bebé humano nasce, há a expectativa da primeira palavra. É uma alegria. Depois vêm outras e a pouco e pouco a criança vai formando pequenas frases. E os (outros) animais? Os golfinhos, por exemplo. Não usam fonemas ou ditongos, mas através de um sistema sonoro complexo combinam assobios, cliques e estalidos propagados na água a uma velocidade quatro vezes maior do que no ar. Mais: cada golfinho desenvolve um som único nos primeiros anos de vida que funciona como um nome próprio para se identificar e chamar os outros. Impressionante, não é? Emitem sequências de cliques de alta frequência que batem nos objetos e regressam como um eco, para se aperceberem do que está à sua volta e se poderem alimentar. Os golfinhos são comunicativos, à sua maneira, tal como tantos seres vivos. Produzem grasnidos e ruídos variados para coordenar a caça, exprimir emoções, alertar para perigos, manter laços sociais no grupo...Já para não falar da sua elegância, destreza, performance, boa disposição...que até parece que estão sempre a contar gracinhas uns aos outros (e aos seus tratadores) e a rir...

 

                                      O golfinho/Rosa Maria Duarte/Óleo s/tela/55x46





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