terça-feira, 9 de julho de 2024

Fastread poetry

 Há ali um azul

ainda luminoso

sinal dos dias

limpos de palavras

saltitonas

num campo relvado

a querer 

saltar de boca 

em boca

cantarolando

verbos conjugados

fora de jogo

perto das balizas

e o azul fiscal de linha

menos tagarela

só quer dormir

no verde relva

quase crepúsculo

ao relento.

 


domingo, 7 de julho de 2024

Fastread poetry

Se eu estou por cá?

Sabes, nem sempre estou 

por cá assim por perto

de corpo e de alma

às vezes suspiro

porque estou longe

para lá daquela

linha na soleira

daquela porta fechada

a recordar os azulejos

desenhados por alguém

artista anónimo

e eu ando anónima

à procura da nossa

chave do tempo

sem a encontrar

no fundo da minha mala.

 




quarta-feira, 3 de julho de 2024

Será que um pintor na tela pode pintar azulejos?

 Há por aí um cupido travesso à solta...

 




                      O cupido do azulejo/Rosa Maria Duarte/Óleo s/tela/55x46