quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Um dia que olhes para trás...

O que achas que vais ver?

Pois...olha. Achas que não queres olhar?

A bem dizer, não chegas bem a olhar.

A memória é uma coisa lixada! Devaneia.

Passeia-se entre o sonho e uma recordação

mal parada entre o sentimento e o algures

álbum de fotos digitais no pc e aromas.


Não tenhas medo das estórias da humanidade.

A tua estátua não é de sal, mas de sombra

daquilo que lembras ou não queres lembrar.


Um dia que demores a olhar o presente

Verás então um passado mal passado e

não fiques impressionada com o tempo

malabarista que te enfeitiçou com a vida

às vezes tão dura outras vezes tão amiga.


Olha para trás quando tu te sentires 

Sabendo que o presente é tão fugaz

porque é passado e tão depressa futuro

que não é lugar para saudades finitas.



Rosa Maria Duarte




Vens?

Vou contar até 10. Esconde-te!

Vou à tua procuuurrraaa...

Estás debaixo da mesa? Humm, não.

Estás atrás da porta? Hummm, também não.

Estás dentro do roupeiro? Tanta roupa! Também não.

Estás escondida na marquise da sala? 

Ah, fugiste para o quintal, não foi???

Mal te vejo. O teu corpo parece uma estrela de cinco pontas. 

Estás bonita a cintilar entre folhagem nesse céu de infinito.

Ganhaste. Distraíste-me com a tua beleza feita cor e pó de                                                                                                     estrelas.



terça-feira, 19 de setembro de 2017

Um piquenique na erva seca







Vamos lanchar?
Rosa Maria Duarte
Óleo s/tela
30x40






















A anedota da Anne Bota

(Dois palhaços em conversa num espetáculo de stand up comedy):

- Como é bonito o espetáculo da tourada!

- Achas??? Bem, eu reconheço o talento dos nossos toureiros e a emoção do espetáculo em si, mas não havia necessidade...

- Não havia necessidade de quê?

- Bem vês que o homem é um animal que devia de ter mais cabeça que o pobre do touro... Eu sei que é cultural.

- Pois...és capaz de ter um pouco de razão... Para não acabar com as touradas, vamos então propor uma tourada com pegas a um animal menos encorpado: o javali. Seria emocionante, não achas? 

- Pois era... Ainda que eu, que sou de origem africana, proponho também pegas ao leão.

- Mas esse tem muito cabelo! Nesse caso, se o forcado não fosse comido, teria como prémio montar então o touro como num rodeo... Safava-se aos chifres e fazia amizade com o bicho.





segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Desenho-te um nariz para cheirares o mundo

Desenho-te um nariz para poderes cheirar o mundo.

Uns olhos para me poderes encantar com o teu brilho.

Uns lábios finos para me sussurrares sobre o teu olhar de sonho.

Umas leves ondas serenas de finos cabelos iluminados de fado.



O folclore do Minho...bonito a valer!