quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

É tempo de uma boa barrela.

Não há muito tempo para pensar, especialmente nesta quadra natalícia.



Mas é especialmente nesta altura do ano que se fazem as retrospectivas.



É especialmente nesta altura do ano que ouvimos na tv os acontecimentos de cada dia.



Não há muito tempo para ouvir  quem julga que não precisa pensar e não pára de falar.



Não há muita paciência para ouvir quem diz já pouco há a fazer, quando há tanto ainda para fazer.



Não há muita alegria pelo mundo fora, não há muita confiança, não há a quantidade de amor q.b..



Mas há muita alegria para inventar, muitos idiotas prenhes de ideias que ainda acreditam, como eu.



Ainda há muita esperança para rimar com lembrança, com aliança, com bonança e com criança.



Se quisermos, haverá mais poesia e música e teosofia na mente e no coração da gente mais e menos humana.



É tempo de uma boa barrela porque vai nascer uma criança despida de maledicência e só quer sorrir para aqui.



Querida, eu estiquei o orçamento

- Ó Zé, quantos lugares temos na mesa de facto?

- Ao certo, ao certo, nem sei. Mas as pessoas encolhem-se. Não há problema. E junta-se uma mesa, se for preciso.

- Na boa. Eu já comprei o essencial para amanhã. Se calhar, o que falta, podias comprar tu quando vieres para casa hoje...

- Eu?? Está bem. Na boa, querida. Tens sorte, porque eu tive uma iluminação e estiquei orçamento.

- O quê?? Foi alguma mágica equação matemática que descobriste durante as tuas pesquisas académicas?



terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Enfim...

Repara...
Nós queremos, nós corremos, nós crescemos
nós fazemos, nós idealizamos, nós sentimos
que a nossa vida tem um objetivo para lutar
por um mundo melhor, mesmo com olhares
singulares olhares comuns olhares distraídos
a vida pode melhorar porque sabemos em quê

no pensamento no sentimento na convivência
na crença na comodidade na longevidade
na qualidade de ser mais do que ainda se é.

Caminhamos caminhamos caminhamos cami
nhamos caminhamos caminhamos caminhamos
nhamoscami moscaminha caminhamos...até...

Enfim...
Um dia compreendermos que a estrada, a rua
a montanha, a praia, a floresta, o gelo, o sítio
em que nos olhamos é o horizonte para lá de hoje
é cada dia sempre um pouco de cada um de nós.

Rosa Maria Duarte


Igreja de São Pedro em Alcântara


Aqui os meus pais casaram-se, fui batizada, andei na catequese, no grupo de jovens, no grupo coral...




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

A anedota da Anne Bota

- Queria um prego, faz favor.

- Que tipo de prego?

- Um prego no pão.

- Desculpe, mas aqui só vendemos pregos avulsos e com cabeça.






Vamos! - diz o Peter Fan


- Anda daí comigo. Vais ver que é fácil voar, amiga.

- Oh, tenho medo. Nunca voei antes, nem nunca pensei que fosse possível. Devo estar a sonhar contigo, Peter.

- Claro que estás a sonhar comigo, Sandy. O sonho comanda a vida. 

- Para ti é fácil falar. És uma personagem de ficção. Mas eu magoo-me. Deixa...vou confiar em ti. Afinal és o meu herói. E eu sempre quis conhecer a terra do Sempre.

- Vais curtir bué, Sandy. Gostamos de nos divertir por lá. Temos uma ilha só para nós. Vais conhecer a Fininha.

- Não me puxes com força, Peter. Ai, que sensação maravilhosa! Tudo lá em baixo tão pequenino e brilhante. Que sonho este! Achas que a Fininha vai gostar de mim? É a tua namorada?

- Segue-me. Vamos diretamente para a Árvore do Sempre onde estão os outros à nossa espera.

- À minha espera também, Peter Fan?

- Especialmente à tua espera, Sandy. Nesta quadra natalícia, os meninos gostam de ter visitas.

- Que barco é aquele tão agitado ali em baixo?

- É o navio do Capitão Guincho. Guincha porque vai a fugir do crocodilo que lhe comeu a mão e que o quer acabar de comer.

- Isto é mesmo divertido. Podemos voltar atrás, Peter? Pode ser que mais alguém queira fazer esta viagem fantástica.

- Sim. É uma ideia bonita, Sandy. Há muitas crianças que gostam de voar comigo. E adultos que nunca perderam a sua pureza da infância, também.