quinta-feira, 22 de março de 2018

Ah! Magano do Chaparrito!!

- Atão nã é que o magano do chaparrito mais velhito do mundo, com apenas 234 anos, ainda tem genica p'ra competir com as outras árvores do mundo?! E nã é que ganhou onti?!

Ah! Sobreiro dum cabrito! Deve ser das águas que a moura lhe anda a dar a beber há tanto ano... Vê-se mesmo que o amori nã tem idade.

Ah compadre, estou tã contente. Venha, vomecê, daí visitá-lo. 

Vêja: tá a reparar bem nos braços deste chaparro? E olhe que nã estou falando de dormir por debaixo...

Estou comovido!! Até vou dar os meus parabéns a todos os compadres que se lembraram dele para esta iniciativa tã jetosa.

Ah, compadre, a lindeza do nosso Alintejo!

- E arredores...


A anedota da Anne Bota

- Onde vais?

- Fazer um penso.

- Os enfermeiros estão de greve.

- Ah! Pois, há que reivindicar... Vou então pelo rápido.

- ...Pôr um penso rápido?

- Um beijinho no dói-dói?!


quarta-feira, 21 de março de 2018

Afinal, Prima, sempre vieste. És uma viageira muito colorida e perfumada. Boa, miúda!













Vais ajudar-nos a subir os degraus da escada da vida? 😚

A árvore da poesia

                                                           VÊS
                                       OUVES
                                       SENTES
                                     ÉS TU E EU
                                   É O CORAÇÃO
                                DA NOSSA GENTE
                             A BATER PARA VIVER                             
                            FORTE NO PEITO, BATE
                          GRANDIOSO E EXIGENTE
                          MEU DEUS! CANSATIVO
                          SENHOR DE SI E DE MIM
                         NESTA POBRE HUMANIDADE
                                            UM
                                            DIA
                                          CADA
                                            DIA
                                          LINDO
                                           ATÉ
                                            AO
                                           FIM.
                                         




Achas que esta vida nos pode levar à morte?














terça-feira, 20 de março de 2018

A anedota da Anne Bota

- Vamos ao choco, mano?

- Claro. Bora lá que estou cansado. 

- Ao choco frito, meu! Amanhã ao jantar, por exemplo.

- Ao choco ou à pota?

- Ao Cha...pota?? Estás um chocho! Queres mesmo choco genuíno, meu?

- Sim! Isso o ideal é na terra do Bocage.

- Está bem, mano. Vamos lá então amanhã. Sempre quero ver o Nicola. 





Dás-me o braço, por favor?

Pedi-te o braço, mas claro que não vou ficar com ele.

Mal seria se eu colecionasse teus humanos membros 
ou se de bonecos ou bonecas neste longevo hospital
sempre curioso numa enfermaria de plástico cor de pele
borracha, metais, bebés de aspeto, peso, cor e tamanho 
humano a dormir ou falecidos nos braços do visitante.

Pedi-te o braço; foi para me fazeres companhia agora
até ao boulevard livre da baixa lisboeta oitocentista
revisitar os roteiros intelectuais dos teatros e cafés
ir à Havaneza, de sombrinha, corpete de cetim lilás
a fixar os tuk-tuk carregados de gente e tanto fado.

Pedi-te o braço; para vires comigo cruzar as ruas na rota
dos dois tempos: o da nossa capital romântica tão eciana
e o que a sustenta, um presente turista cruzeiros lisboeta. 

Devolvo-te toma o teu braço intemporal de intelectual poeta. 
Como é lindo esse vistoso fraque de camisa e laço amarelo.

Rosa Maria Duarte



segunda-feira, 19 de março de 2018

A anedota da Anne Bota

- Rita, ofereceste alguma coisa hoje ao teu pai?

- Claro. Dei-lhe logo de manhã um grande abraço e um pequeno poema. E tu?

- Mandei-lhe logo de manhã um pequeno postal com um grande beijinho. 

- Boa. O meu é um grande pai na minha pequena família.

- Olha e o meu é um pequeno homem com grande vozeirão.

- Bem...uma pequena família com grandes pessoas.

- Pois...e o grande vozeirão do meu pai pequeno tem uma gentileza enorme...