domingo, 19 de janeiro de 2020

A anedota da Anne Bota

 - Ai tomara eu já nos santos populares!

- Bem, é uma altura simpática. Mas para que queres tu os santos populares?

- Para queimar uma alcachofra à meia-noite na fogueira e ver se o santo me diz se me caso ou não com o meu Cristiano.

- E consegues saltar à fogueira?

- Claro! Eu já pratiquei ballet.

- Tens sorte porque já há alcachofras no lago dos cisnes, em Almada.




sábado, 18 de janeiro de 2020

Carta ao Daniel, à Marta e ao Tiago:

 Olá, queridos.
Como vai o tempo por aí?
O nosso tempo é de frio e chuva, felizmente. Parece que já houve quem conseguisse empurrar algumas nuvens para a Austrália, thank god...  Parece que alguém com a power force necessária...a natureza? claro que sim. E talvez também o fado humano...

Falo em nosso tempo  por duas razões: primeiro porque o nosso tempo é também o vosso, estamos na velha Europa, ainda que aqui continue mais a ser o vosso, porque cá nasceram, cresceram e se amaram; depois porque o nosso tempo é hoje, de, como diz o outro, da 'febre climática'. Mas parece que esta febre, mais os desequilíbrios do clima ainda estão à espera de soluções e de ações humanas concertadas. O que significa que é mais um certo estado febril, ainda não generalizado a toda a humanidade...vocês e os jovens deste nosso tempo muito têm feito por remediar isso!

Planos para o fim de semana? Olhar o céu, respirar o momento e dar uns abracinhos ao Tiago? Bonito!
Por cá, estamos todos bem. O Artur manda saudades.
Beijinhos nossos.








quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Fastread poetry

 Anda, vamos construir juntos salas, cozinhas, quartos, casa-de-banho, corredores, janelas, portas, vasos, ruas, céus, canteiros,
palavras, livros, bocas, pensamentos, cores, lugares de vida e fado.
 

A anedota da Anne Bota

 - Sabe o que é que se passa?

- Não. O que é que se passa?

- Não sei. Estou aqui encalhado a olhar para uma página branca...

- Mas está a falar comigo.

- Siiimm... Quem é você, a propósito?

- Sou o Mano Velho.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Fastread poetry

 Somos paralelas que se querem cruzar e esperamos ali sentados!
Somos quem mostra esses caminhos longos esses caminhos longos
tão estreitos para nós para ti e para mim saudades desta nossa terra.

Somos paralelos numa singular toalha de fados e pratos e talheres
Somos palavreado da tabuada de letras sem rosto e pontos e os is
Caminhos de esquecimento a esquecer e a lembrar os lugares dali. 

Os lugares por desviar descobrir no olhar luzídio de algum fadista.