domingo, 5 de julho de 2026
Viva a cultura! O povo pobre é aquele que não tem meios dignos de sobrevivência (também) pela cultura (sejam quais forem as razões). Conhecer é poder e é um bom caminho para a liberdade. Ainda que saibamos que o poder da imagem, da palavra e da arte nos cercam, nem sempre da melhor maneira...De tal maneira que os excessos e as contradições enfraquecem a sua influência e a sua pedagogia. A imagem é visibilidade e na sociedade atual, a tecnologia serve (também) para vender ilusões. Ilusão do protagonismo, por exemplo. Não queremos morrer pela indiferença do outro. O outro existe porque é visto. Voyeurismo? É pena quando a cultura de qualidade, do conhecimento e de reconhecimento se transforma numa cultura de superficialidade e de imediatismo. Muito do que é feito é para atrair a atenção. Fama é ser conhecido. E se os likes deixassem de ser o momento de supremo reconhecimento? Qual é o critério entre aquilo que é interessante e o desinteressante, entre a arte e o fútil, entre a aprendizagem e a manipulação ou a ilusão? Partilhar e ser visto para quê?
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