quarta-feira, 28 de outubro de 2026
O nosso olhar viaja pelo brilho, pela cor, pelos traços, pelos pixéis: é o poder da imagem. Seremos apenas imagens, somente para sermos vistos?...muitas vezes imagens manipuladas (ao pormenor) como pobres manequins na montra da virtualidade. Na ilusão de protagonismo, consumimos imagens em breves segundos, num imediatismo descaradamente descartável. Será esse o objetivo: essa 'fama' alucinogénica? Enquanto nos alimentamos das imagens uns dos outros, o nosso sentido da realidade enfraquece se não desenvolvermos o sentido crítico construtivo sobre o que nos atrai e ilude: o voyeurismo Chamar a atenção, pode ser uma necessidade e uma ferramenta, dispensável se for competitiva, fútil e dispensável. Não somos mais felizes porque nos conhecemos, ou julgamos conhecer-nos, mas se este mundo do espetáculo ou da exposição pública nos fizer (re)pensar e distinguir a verdade da ilusão, o talento da aparência, o convívio da futilidade, a amizade do oportunismo, a sobrevivência do consumismo.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)




Sem comentários:
Enviar um comentário