A nossa canção é verde.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
domingo, 4 de junho de 2017
sábado, 3 de junho de 2017
Quando o tempo se arranja
Quando o tempo se arranja melhor
são lábios a festa e sinos as cantigas
tons de brisa enamorados das cortinas
esguias as livres pontas das janelas
sons em manjerico parapeito mocho
inebriado de sardinhas de cintura fina
a bailar de um lado da grelha ao vento.
Quando o tempo se arranja melhor
é a gente esquecida nova de outrora
a abrir o gavetão das ervas em céus
e soltam em estrelas santos rapazes
e dançam em olhares garotos a dor
ardor de amor e vida tão breve fados
maiores menores servos do Tempo.
Rosa Maria Duarte
sexta-feira, 2 de junho de 2017
A anedota da Anne Bota
Uma senhora de idade respeitável recebe algumas palavras no messenger:
- Amiga, venho por este meio parabenizá-la.
- Obrigado, é muito gentil, mas não se incomode. Para benizar-me prefiro a missa aqui ao lado na minha rua.
- Amiga, venho por este meio parabenizá-la.
- Obrigado, é muito gentil, mas não se incomode. Para benizar-me prefiro a missa aqui ao lado na minha rua.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Rostos sãos
Véu de igreja
embelezam-me
o olhar
o rosto
o rosto
elevado
santa
que canto
e pranto
no colo
de amor
cruz
cruz
ancorada
ave catedral
sopro
magistral
canto de
encanto
grego riano
fátima santa
visto
rastro grão
rosto são
tempo irmão
compaixão
de agora
de agora
de então
espera
estrema
na terra ou no céu
limiar de corpo
borda de copo
sulco
sulco
beleza e dor
parto e sonho
trabalho e ardor
ente de carne
estado de alvor
que me trouxe
próximo de ti,
minha Nossa.
Rosa Maria Duarte
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