sexta-feira, 4 de maio de 2018

Vamos à feira medieval em Corroios?


indie jocke

- Pareces-me com um ar cansado. Acho que tens de vir viver para mais perto!

- Eu venho de perto...

- Mas de não tão perto assim...todos dias do Dubai?

- Achas? Eu tenho casa em Lisboa!

- A sério? Então e as ajudas de custo que recebes?

- Pois...isso é porque tenho que ir todos os fins de semana ao Dubai cuidar dos meus pais idosos que estão lá a viver por recomendação médica.







quinta-feira, 3 de maio de 2018

A anedota da Anne Bota

- Vamos ganhar o campeonato?

- Claro que vamos! Mas...quem és tu, meu?

- Sou um adepto de um clube português, pá. 😉



quarta-feira, 2 de maio de 2018

Crónica de opinião publicada no «Diário da Região»



Rosa Duarte

Rosa Duarte

Mestre em Estudos Portugueses




Voando para casa. É muitas vezes como nos sentimos no final de um dia de trabalho.

E se vivermos entre duas margens, uma boa ponte dá muito jeito.
Eu vivo entre duas margens. Qual delas a mais importante para mim. Uma de nascença. Outra de residência. Ligadas por uma boa ponte. Felizmente agora designada de 25 de abril.
Acontece que quem tem de viver de um lado e trabalhar do outro da ponte, questiona-se inevitavelmente, de tempos a tempos, sobre a sua segurança.
É que a ponte 25 de abril não é uma pontezinha. É uma ponte e pêras.
Quando eu vivia em casa dos meus pais e abria a janela da cozinha, era esta ponte a imagem de fundo imponente entre o azul, altas chaminés e telhados. Sem o recente comboio, naturalmente.
Uma ponte cosmopolita. Cada vez mais concorrida. Cada vez mais rentabilizada.
Carente de uma gémea. Uma 25 de abril número 2. Seria o ideal….
Enquanto isso não acontece, teremos que sofrer nós, utentes, pela segurança desta ponte de meia-idade?
Isto não equivale a dizer que não tenha sido sempre preocupação das autoridades competentes. Mas há certas pontes que quando caem, não avisam. Ou se avisam, nem sempre são atendidas a tempo.
A questão não é de medos infundados. A questão é do medo de que nunca haja suficiente medo.
Não bastam as preocupações na gaveta.
A ponte desta quadra comemorativa. Do povinho, digamos. E bem se pode afirmar, porque nem sempre é fácil a sua travessia.
Quantos parafusos lhe saltaram? A ela e a nós? Deixo isso para os especialistas.
Nós, povinho, só queremos chegar com saúde ao destino. Pelo menos com sáude física.
Nem todos somos engenheiros e nós confiamos nos nossos engenheiros. E respeitamos o significado das palavras que o nosso património linguístico nos proporciona.
Por isso fazem-nos pensar no relatório dos especialistas do Laboratório de Engenharia Civil sobre a urgente manutenção desta ponte. Não é fácil. Implica dinheiro. Tempo. Logística. Sacifícios. Condicionamentos… Já está lançada a empreitada?
Não somos alarmistas. Mas sabemos que quando uma ponte cai, faz muitos estragos.
Somos amantes das boas notícias. E do nosso país que, felizmente, tem vivido uns quantos momentos felizes.
Vamos, com certeza, continuar a acreditar nesse movimento concertado. A crescer. Sempre com o nosso ainda tímido orgulho nacional.
Não queremos tragédias. Andamos a limpar os terrenos. A reclamar contra as agressões climáticas. A defender os direitos humanos. A gerir os trocos no bolso.
Não queremos que a natureza se zangue com a humanidade, nem que a tecnologia fique desamparada.
Cada um faz o que pode ou devia fazer. Mas as prioridades decisivas para o bom rumo das coisas não podem esperar nos lembretes do computador. Há assuntos inadiáveis.
Vem aí o bom tempo. O sol da Caparica.
A nossa ponte é bonita. O Cristo a abençoá-la.
E nós, viajantes da vida, só queremos chegar bem a casa, depois de cada dia atarefado.



Queres pensar comigo XVI

- Não achas que o amor devia chegar para fazer feliz o ser humano?



- Sim. E às vezes quase que chega... Mas até quando as pessoas se amam, medem forças umas com as outras.



- Às vezes ao ponto de se magoarem.



- Muitas vezes ao ponto de se magoarem. Todos queremos ter razão, pelas mais diversas razões. E quando alguém, que tem uma mente habilidosa, quer levar uma certa pessoa a fazer o que quer, estuda formas subtis de a condicionar e pressionar.



- Que tipos de condicionamentos?



- Eu próprio não conhecerei todos, muito provavelmente. Um dos habituais é enfraquecer o outro nos seus intentos até ceder.



- Tipo: criar-lhe inseguranças múltiplas? baixando-lhe os níveis de popularidade? confrontando-o com defeitos chatos, de preferência inflacionados? evidenciando-lhe sinais não verbais de desagrado? não o acarinhando e pelo contrário simular desinteresse e afastamento?...Mas tudo isso implica cumplicidades alheias e inverdades.



- Ah pois é!! O ser humano consegue fazer jogos psicológicos de alto requinte. E estamos só a falar de pessoas que se amam. 

  Alain Turing, por exemplo, que era um homem inteligentíssimo, não conseguia perceber a distorção da verdade numa simples brincadeira inocente. E pessoas como ele são alvos muito apetecíveis.



- 'Que têm a mania que são espertos...' Calculo que sim. São um ótimo reforço da questionável auto-estima dos seres humanos que se regozijam com as maldadezinhas que se fazem mutuamente quando vestem pele de cordeiro.



- O amor e a razão devem ser estimados. Só que nós, humanos, somos muito descuidados. E como todos nós falhamos, quando queremos dizer palavras de amor, sem querer começamos uma discussão, simplesmente porque não tivemos a coragem de o dizer sem rodeios e sem medos.



- Temos muita dificuldade de amar o outro como ele é. Queremos moldá-lo à imagem que idealizámos dele para nós.



- É mesmo. O que implica passar a vida neste medir de forças: ora um a fazer prevalecer a sua vontade, ora o outro. E quando assim é, menos mal. Quando é sempre o mesmo a puxar, é mesmo mau.



- Ou seja: amar não é garantia de felicidade.



- Amar é meio caminho para compreender o outro, mas o amor tem que vir apetrechado de algumas ferramentas para proteção de ambos e não causar (muitos) estragos.



- Tipo: inteligência, perspicácia, atenção, rapidez de raciocínio claro, serenidade de espírito, ponderação, generosidade, cordialidade, abnegação...?



- Tipo essas qualidades, mesmo. Essa consciência gradual pode ser que salve a Humanidade. Porque pessoas que não se amam, digladiam-se. E pessoas que se amam, ainda assim, embora a outros níveis, também se digladiam?! É por isso que o amor-paixão ou dedicação a alguém não chega; tem que ser naturalmente transformado num amor alargado a todo o ser vivente e à vida versátil do quotidiano.



terça-feira, 1 de maio de 2018

A Música é um pequeno passo para o sonho, mas um grande salto para a Liberdade

A música de maio maravilha a malta da minha morada-mestra: o fado em dom maior.



O caminho da música
Rosa Maria Duarte
Óleo s/tela
55x44






A anedota da Anne Bota

(A caminho do hipermercado)

- Afinal não chove, mulher.

- Está um lindo dia de 1º de maio, Jaquim! Um dia bom para falar de coisas bonitas. Ainda bem que hoje em dia já se pode falar à vontade! 

- Quem é que disse que podes falar à vontade?!... Andor...menos conversa e mais ação! O trabalhador trabalha mais e fala menos.

(...nisto, ao entrarem na sua viatura particular...)

- Olha vem ali a nossa vizinha do 3º andar...deve ir para as manifestações do Martim Moniz...

- Ai sim?? Pois que vá que a nossa luta é nas prateleiras das lojas que devem estar a abarrotar de gente!