terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Fastread poetry

Por favor, flor amiga de quintal, flor campal e despretensiosa:
Não sejas azeda. E se o fores, sê-o de forma doce e luminosa.
Por favor, flor amiga de arraial, flor simples e solar, és amorosa:
Não sejas amarela. E se o és, sê-o de forma colorida e graciosa.
Por favor, flor amiga da liberdade, vizinha do trevo e silenciosa:
Não sejas a tristeza. E se o és, lembra-te do meu sorriso à janela.


Pensamento do dia

Se a vida fosse uma feira, o melhor seria que fosse uma feira popular, onde todos pudessem entrar, felizes sem pagar, com ilusões conhecidas, labirintos sem maldade, mitos e sonhos apetecidos a representar e a fadistar.

 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A anedota da Anne Bota

 - Ouve lá, céu, és tu que és o paraíso?

- Ó dona nuvem, a minha casa é um paraíso!

- O tal paraíso também deve ser grande...tu és mais tipo poeta sonhador...

- Não sei se sou o tal, mas tenho a cabeça nas nuvens.

Um risco no céu

Está um céu azul e limpo com aromas de Alentejo. Quase azul porque se vislumbra muito ao fundo um risco fino e branco. Quem terá autoridade para riscar o céu àquela altitude? E nem o desfigura. Dá-lhe vida. Mas não é uma cicatriz de herói. Porque no céu nada é permanente. Nem na terra. Nem as permanentes das senhoras são permanentes. Nem tão pouco a palavra permanente no seu significado... Só porventura a ilusão de quem a pronuncia...

Mas o risco continua da mesmo tamanho. Estranho! O que será? Tinta de óleo? Aguarela? Ilusão de ótica?

Afinei o meu pobre olhar tão dado a encantamento. Lá está ele, o aviãozinho, de entre limões e ramos e folhas e uma impressão de quintal. Tão direitinho e fininho, o risco no olhar, e tem na ponta  um objeto voador. Um brinquedo tipo avião? Um avião a sério. Tão pequenino! A que distância estará? Para onde irá? Para Lisboa? Oh!!

Porque ficou parado no céu? Se está alinhadinho, é sinal de bom destino. 

Mas...se estás preso numa fotografia, não gastas mais combustível. Eu ajudo-te. Desvio já o olhar para que possas voltar ao céu bem maior fora desta luz rectangular no computador. Não quero que te atrases! Deus te acompanhe, aviãozinho.



domingo, 19 de janeiro de 2020

Fastread poetry

Ó ai ó linda prima pró~primavera de véu azul a descer à terra
a cavalo nas sardinhas de cambraia e cheiros e muitos idiomas 
very cool os aromas de mar tejo intendente e ondas de alentejo.

Poço de vida e água iniciática de convívio e tempo primo a valer.