domingo, 7 de dezembro de 2025
sábado, 6 de dezembro de 2025
O nosso conto de Natal...
...escreve-se todos os anos, frequentemente por esta altura, quando refletimos sobre as escolhas que vamos fazendo, dentro de muitos condicionalismos, como a nossa cultura familiar e social, as nossas experiências ao longo do tempo, a nossa sensibilidade, a nossa personalidade...
Somos projeto, construção, potência, possibilidade...A consciência de escolher quem vamos sendo desenvolve-se quando percebemos que somos fundamento de valores. Não escolhemos ser livres, mas a liberdade, independentemente das nossas escolhas, é uma realidade.
Nascemos um pouco todos os dias. Morremos um pouco todas as noites. A nossa casa ancestral está para além dos nossos sentidos. É a nossa origem divina.
Olá mãe/Rosa Maria Duarte/Óleo s/tela/55x46sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
Amália Rodrigues dançando ao som de uma guitarrada...
Fado do Natal
Letra: Rosa Maria Duarte
Música: João Maria dos Anjos
Fado caído p´la chuva
nas ruas, carros, pessoas
é pobre mendicidade
É árvore só e viúva
suplica olhar lagoas
O natal fraternidade.
Velha pedinte, que triste!
Qualquer coisa nos comove
O Natal, ou é pobreza
Nos teus olhos secos viste?
Luz da nobreza encobre
És velhinha da limpeza.
Filas, músicas, pedir
Alguém nas mãos o calor
Não moedas, mas sorrisos
De amor? um canino a ir
Patinhas a dar amor
Amizades paraísos.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
O nascimento do crepúsculo
Somos livros ambulantes
desfolhados pelo tempo
nem sempre emocionantes
e cheios de esperanças vãs
uns grandes outros pequenos
magros gordos medianos
nem sempre bem vestidos
com mais ou menos posses
desenhamos com gestos
mentais no papel no teclado
os nossos pensamentos
os pensamentos de alguém
inspirações neo-criativas
nem sempre reconhecidas
nascimentos crepusculares
fluidos ruídos sensitivos
doloridos assertivos adotivos
em que talvez acreditemos
e debitamos naquele olhar
no viajar sem fronteiras
por mar terra ou devaneios
refazendo pontes diversas
falando para os outros
decalcamos o que somos
mesmo sem o percebermos
viajamos sós com companhia
as palavras cheias de tinta
ou simplesmente abraçados
a um fundo de ninguém
intermitente luz de ecrã
bebés nascidos das ideias
palavras velhas novas leite
paridos por mãos humanas
ou inteligências artificiais.


















