quarta-feira, 15 de abril de 2020
A anedota da Anne Bota
- Ó querida ametista, dá-me sorte e deixa-me viver até aos 90 anos.
- Se tens 7 vidas, é só fazeres as contas...
- Bem...vou agora aprender na telescola. E esta pandemia?
- Não te preocupes. Estás a precisar de apanhar um pouco de ar.
- Fora de casa?
- Nããão! Passear até à net.
- Até ao Facebook? Mas tu nunca me pões likes...
- É só para te eriçar, espertalhão! 😂
terça-feira, 14 de abril de 2020
Fastread poetry
Deixa o vento levar o teu recado em mudez ao lojista do fundo.
Ele sopra tão sonhador que alguém te trará o tempo moribundo.
És vento. E o vento uiva às vezes mas gosta da cortinas de pano.
segunda-feira, 13 de abril de 2020
Pensamento do dia
- Deixem-me por favor estar aqui à janela, dependurado, a secar as minhas mágoas...
- Um pobre naperon falante melodramático! A secar as mágoas ou nódoas? Enxerga-te. Estás fora de moda.
- Não me rebaixes, sff. Eu conheço os meus encantos. Não preciso que gostes de mim. Não preciso dos olhos de ninguém para me sentir. A vida social é sobrevalorizada. Sei que estou fora de moda, ainda que seja mais fashion que nunca. Tempos que me permitem ser um bom adereço para uma casa de fados.
- Já ouviste falar desta pandemia? Pois é...estás aqui neste modesto lar e upa upa! Cantorias já não enchem barrigas.
- Ah! Bem me parecia que eras a formiga rabiga que me saltas em cima e me furas a barriga.
- Poupo-te porque já tens muitos buraquinhos, naperon nostálgico.
- Mas sou amado pela minha avó que ainda é viva. Foi ela que me estendeu aqui para espairecer do cheiro a pó e nafetalina. Tenho uma vida simples. Sinto que vou cantar um fado.
- Tenho que ir... Se não fosse o distanciamento social, até chamava a minha gente ao formigueiro.
- Não me rebaixes, sff. Eu conheço os meus encantos. Não preciso que gostes de mim. Não preciso dos olhos de ninguém para me sentir. A vida social é sobrevalorizada. Sei que estou fora de moda, ainda que seja mais fashion que nunca. Tempos que me permitem ser um bom adereço para uma casa de fados.
- Já ouviste falar desta pandemia? Pois é...estás aqui neste modesto lar e upa upa! Cantorias já não enchem barrigas.
- Ah! Bem me parecia que eras a formiga rabiga que me saltas em cima e me furas a barriga.
- Poupo-te porque já tens muitos buraquinhos, naperon nostálgico.
- Mas sou amado pela minha avó que ainda é viva. Foi ela que me estendeu aqui para espairecer do cheiro a pó e nafetalina. Tenho uma vida simples. Sinto que vou cantar um fado.
- Tenho que ir... Se não fosse o distanciamento social, até chamava a minha gente ao formigueiro.
domingo, 12 de abril de 2020
Ó nuvem passageira...
Se és tu, ó nuvem passageira, a filha favorita de Magritte única e irrepetível em cada tela celeste, não deixes de abraçar o vento no templo do tempo e que te redesenhe a cada instante.
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