quinta-feira, 19 de setembro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
viajar nas linhas do nosso corpo
sou um espelho de quem me vejo.
sou como quem viaja com andas
empoleirada num corpo solto
médio claro vagão de carne
de vigas firmes articuladas.
sustentar-me-ão bons pensamentos?
algo distante a focagem nas ervas rasteiras
e perto das nuvens solitárias que se desenham
na cúpula esbranquiçada da abóbada
luminosa que acolhe aviões de penas.
há um ser sem cor ou bem pardo
que viaja comigo com linhas meio curvas
deste andar desempenado e ideias redondas
que ora me persegue ora se adianta
na caminhada crespuscular até onde moro.
não me oiço a voar ou em sereno planar
apenas a calcorrear chocalhando massas
e líquidos viscosos que me lubrificam
rente ao verde bordejante do caminho.
vejo em mim um pouco de ave naquele pássaro
qual planalto tibetano onde se despede da frieza
e vai em busca das cores púrpuras exóticas.
vejo alguém maior que me segura a vontade
e anima nas linhas ténues do nosso corpo
nos abraça no além tempo vigente
deixa-me desenhar os traços do meu
encanto e me abre a janela do olhar.
é a melodia vigorosa da eterna criação
humana respiração em gestos borboletados
inventados e amorosamente repetidos.
Rosa Maria Duarte
Aldeia da Justa, 8 de setembro de 2013
sou como quem viaja com andas
empoleirada num corpo solto
médio claro vagão de carne
de vigas firmes articuladas.
sustentar-me-ão bons pensamentos?
algo distante a focagem nas ervas rasteiras
e perto das nuvens solitárias que se desenham
na cúpula esbranquiçada da abóbada
luminosa que acolhe aviões de penas.
há um ser sem cor ou bem pardo
que viaja comigo com linhas meio curvas
deste andar desempenado e ideias redondas
que ora me persegue ora se adianta
na caminhada crespuscular até onde moro.
não me oiço a voar ou em sereno planar
apenas a calcorrear chocalhando massas
e líquidos viscosos que me lubrificam
rente ao verde bordejante do caminho.
vejo em mim um pouco de ave naquele pássaro
qual planalto tibetano onde se despede da frieza
e vai em busca das cores púrpuras exóticas.
vejo alguém maior que me segura a vontade
e anima nas linhas ténues do nosso corpo
nos abraça no além tempo vigente
deixa-me desenhar os traços do meu
encanto e me abre a janela do olhar.
é a melodia vigorosa da eterna criação
humana respiração em gestos borboletados
inventados e amorosamente repetidos.
Rosa Maria Duarte
Aldeia da Justa, 8 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
votos de bom regresso
vou ao fundo de um canteiro
e cheiro o poder das raízes
no tronco do meu ser
pequenos grandes bichos
da terra escura sangue
saúdam-me com o mexer
de asas negras corvo
e mostram-me o segredo
húmus dos torrões sementeiros
molhados turbulentos de
tanto viver.
venho de fundo do canteiro
ddoroso centro telúrico do nascimento
ensopada de existência agreste
ocres sonoros rumorejantes
de grandiosas insignificâncias
minúsculas ocultas terrenas
que me soam em melodias
chilreantes agora mais claras
quando me ergo e abro
o peito a cantar o fado
das horas mais próximas
de mais um dia no claroscuro
da vida matizada de
silêncios sinfónicos
do acontecer.
Mais um regresso ao
fundo do ciclo concertino.
Quinta da Atalaia, 7 de setembro/2013
Rosa Maria
e cheiro o poder das raízes
no tronco do meu ser
pequenos grandes bichos
da terra escura sangue
saúdam-me com o mexer
de asas negras corvo
e mostram-me o segredo
húmus dos torrões sementeiros
molhados turbulentos de
tanto viver.
venho de fundo do canteiro
ddoroso centro telúrico do nascimento
ensopada de existência agreste
ocres sonoros rumorejantes
de grandiosas insignificâncias
minúsculas ocultas terrenas
que me soam em melodias
chilreantes agora mais claras
quando me ergo e abro
o peito a cantar o fado
das horas mais próximas
de mais um dia no claroscuro
da vida matizada de
silêncios sinfónicos
do acontecer.
Mais um regresso ao
fundo do ciclo concertino.
Quinta da Atalaia, 7 de setembro/2013
Rosa Maria
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
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