Estrelas maciças/Rosa Maria Duarte/Óleo s/tela/55x46
domingo, 20 de outubro de 2024
sexta-feira, 18 de outubro de 2024
quinta-feira, 17 de outubro de 2024
quarta-feira, 16 de outubro de 2024
Fastread poetry
Pinta-me ó tempo
um azul forte no céu
da aldeia que é o mundo
se quiseres põe-lhe luzes
olhinhos de casario
estrelas da nossa rua
gente que chega a casa
conversa sobre o fim do dia
sente a chuva a cair
e mesmo assim abre a janela
para ver o desenho das nuvens
o contraluz do recorte da serra
respira o perfume dos escuros
pinheiros molhados a terra o outono
e se enternece com a beleza
da mãe-natureza e das povoações.
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
quarta-feira, 9 de outubro de 2024
O comboio do tempo é de longo curso, não para em nenhuma estação nem apeadeiro, circula apressado dia e noite e não precisa de combustível nem manutenção, os passageiros acordam dentro dele e vivem nele todo o seu quotidiano, às vezes lamentando-se da velocidade, mas sem vontade de o deixar porque a viagem tem o seu interesse, também não conhecem outro...
terça-feira, 8 de outubro de 2024
«Maria acordou várias vezes durante a noite. Eram leves assobios na frincha da marquise. Depois um motor ainda de combustão na rua. Um sentimento impalpável, mas real, de que alguma coisa andava às apalpadelas pelo quarto. Sem ser gente. Nem sombras, nem chuva. Era um estado sonolento repentinamente profundo...»
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