sexta-feira, 1 de maio de 2026

Entre a linha do tempo de cada dia e é já 1º de maio...O trabalhador pode ser cantado pelas mãos de um fadista cansado, dedicado, quer ele cante ou não, a reviver mais uma vez o sonho pela poesia. Um gráfico de palavras sentidas, umas mais graves, outras mais agudas...cordas que prendem e que soltam...sintonia de caminhos num diapasão a vibrar em cada ouvido humano. Somos páginas de jornais, de diários comovidos, quase programa discreto da rádio Amália...trabalhadores, cada um à sua maneira, a ilustrar subidas e descidas das taxas de esforço que a vida contém. Despesas e dívidas com idade. Gráficos da bolsa desenhados a gestos suplicantes. Variações climáticas e gastronómicas. Um turbilhão de emoções. Quem explica: a poesia ao som das guitarras amigas. Retas e curvas de cada história. A subir e a descer. Às vezes, aos solavancos. Equação popular. Assim se cumpre o trabalho de cada sonhador fadista.








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