a batuta do olhar

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A união faz a força. O caminho faz-se caminhando. Até onde? Há que criar objetivos. O efémero e o mortal só poderão ser ultrapassados pelo que de melhor o ser humano tem: a amizade e o amor. A amizade verdadeira aperfeiçoa o ser humano. O amigo é um elemento da nossa equipa, família, vizinhança, país, humanidade. O amor fortalece-se na amizade e na entrega desinteressada. Como uma cordialidade a alguém que nem conhecemos. Um toque de martelo na noite de São João. Na lógica da fé, é melhor dar do que receber. O universalismo do ágape não espera reciprocidade. Amar os inimigos? Respeitar todos os seres, principalmente os mais vulneráveis.

 


Publicada por rosa maria duarte à(s) 01:48 Sem comentários:
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terça-feira, 23 de junho de 2026

Esta é a noite mais longa na cidade da invicta, mas eu não estou lá. Estou cá, do lado de Almada, que também festeja o São João. São António já se acabou...Como estamos condicionados pelo corpo, a nossa consciência usa a criatividade para se libertar. Desenhamos com a mente todo o cenário que nos chega pelos sentidos: para cheirar o manjerico e a sardinha assada, olhar os enfeites e os rostos alheios, provar os petiscos e cantarolar, dançar as músicas populares, mas também podemos transcendê-los mediante a inteligência e a intuição. Gostamos de criar uma história comum com quem está à nossa volta, mas também transcender a multiplicidade para compreender a unidade da existência, o que é belo, o que é bom, o que é verdadeiro. Então sentimo-nos gratos e festivos. Há fraternidade nas conversas, nos sorrisos, nos sons diversos. Os copos erguidos: à noite de São João!

 



Publicada por rosa maria duarte à(s) 01:53 Sem comentários:
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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Batemos à porta. Ninguém atende. Terão ido para o arraial? A verdade é que não apetece estar em casa. Ontem chegou a estação do ano preferida por muitos, mas é preciso beber muita água. Olhamos ao fundo o mar. Sempre dá alguma sensação de frescura. Aquele azul calmo e brilhante aquieta a nossa mente. Só apetece ficar aqui um bocado a contemplá-lo. E ficamos. Quase não corre brisa. 38 graus. Estamos à sombra, pois. Já estivemos lá na areia e a desfrutar da frescura da água. Custa um pouco a entrar, mas depois sabe muito bem. Fomos até à muralha a nadar, bruços e costas. Ficamos com mais energia. Vamos à procura deles...

 






Publicada por rosa maria duarte à(s) 01:45 Sem comentários:
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domingo, 21 de junho de 2026

Meus saudosos 20 anos: quando o dia começava logo de manhã a nadar, a almoçar com amigos, a conhecer novos ambientes (brunch eletrónico), a comer e ouvir música dos anos 80 e não só na terreola mais próxima...sem planificações nem justificações, simplesmente a aproveitar o tempo quente das noites de verão...:)

 









































Publicada por rosa maria duarte à(s) 02:42 Sem comentários:
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sábado, 20 de junho de 2026

As artes são reconhecidas com base em critérios de excelência, tal como os valores éticos. No entanto, a ética é transversal a todas as áreas do desenvolvimento humano. Desse modo: será melhor haver efetivo respeito entre os seres em geral do que à agressão do ecossistema. Haver a prática dos direitos humanos sem exploradores e explorados. Haver respeito pelas diferentes etnias sem comportamentos racistas. Haver igualdade na valoração do desempenho do homem e da mulher sem conflitos e sofrimento causado pelas desigualdades. Serão suficientes as regras sociais e culturais criadas para encontrar o caminho desejado dos valores?

 


Publicada por rosa maria duarte à(s) 01:32 Sem comentários:
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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Baixam-se as luzes. O apresentador acalma o entusiasmo. As palavras desenham o momento. Os olhos dos músicos, dos espetadores, estão aguardando a escolha do fado. Para trás ficaram as afinações das guitarras. Para trás, ficaram os rumores do grupo que se vai aquietando. Acertam-se os tons, a melodia, o compasso. Fazem-se ouvir sucessivos acordes que evocam alguma improvisação na cumplicidade dos três. Da aparente desordem nasce a melodia tradicional. Estamos a escutar o fado. A voz do/a fadista irrompe suave ou energicamente. Em crescendo. Há o compromisso com o poema vestido de notas musicais. Há um enredo cantado do quotidiano. Novo crescendo sentimental que o/a fadista canta com entrega e verdade. Sem silêncio, não há fado. O público não se pode distrair, inventar, mentir. Será crime se o fizer. Somos pequenos deuses na verdade dos sentimentos. Só quem vive o fado e para o fado sabe que ele é mais do que um momento: é a vida de quem partilha dor, alegria, palavras dançantes com a melodia. Só com respeito nasce o fado. Nem egos, nem mexericos. Apenas a humildade de quem se oferece ao fado.

 















Publicada por rosa maria duarte à(s) 03:09 Sem comentários:
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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Aqui a olaria é uma recuperação dos ensinamentos ancestrais. Os objetos úteis ao serviço do homem são tão antigos como a sua história. Mas o poder criativo foi libertando-nos do imediatismo e do utilitarismo. Por isso os artistas, que muitas vezes começaram por ser simples artesãos, criam e criaram formas novas ou reinterpretadas que atribuem significados diferentes às coisas. Apresentam ideias sem as definir. Maravilham-nos com as suas obras sem se preocuparem com regras, normas ou sistematizações. A obra de arte chega aos outros pela sua estética. O trabalho artístico comunica pela sua criatividade, originalidade e beleza.

 




Publicada por rosa maria duarte à(s) 01:35 Sem comentários:
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Pestanejo ao compasso do sentimento. E penso: como é bom partilhar contigo este riacho de indagações.

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