sexta-feira, 26 de junho de 2026
A nossa história tem lugares e datas. É factual, mas também é subjetiva. Mesmo que eu fosse cientista, que não sou, o rigor das minhas palavras ao contar a minha história não podia ser objetivo, compreensivelmente. Nasci em Alcântara e vivi lá 22 anos até me casar. Estava no 2º ciclo quando se deu o 25 de abril de 74. Na secundária, quando ia para o Alto de Santo Amaro para a Ferreira Borges, ou apanhava o autocarro, ou vinha a pé e guardava o dinheiro dos transportes. Nas escadinhas junto à capela, onde se sentia o cheiro do chocolate da Regina, sentavamo-nos (eu e colegas) e fazíamos compeonatos de caroços de cerejas: soprávamos à vez, a ver quem chegava mais longe com o caroço soprado. E ríamos à grande! No tempo das cerejas (acessíveis a quse todos...)
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